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Dilma adverte concessionárias de ferrovias por obras em atraso

'Não há hipótese de demorar mais', afirma ministra chefe da Casa Civil sobre obras dentro do PAC

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

03 de outubro de 2007 | 11h27

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez nesta quarta-feira, 3, uma advertência às empresas que ganharam concessões para a construção de ferrovias no País dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e estão com as obras atrasadas, como é o caso da ferrovia Transnordestina e da Ferronorte Rondonópolis. Veja também:Sozinha, Vale dá lance mínimo e leva Ferrovia Norte-Sul Segundo a ministra, as concessionárias têm de cumprir os contratos. "Em qualquer lugar do mundo, há prazos para se realizarem obras. Não há hipótese de demorar mais", afirmou, em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de as empresas perderem as concessões. Dilma Rousseff disse que o governo está negociando com as concessionárias novos prazos para a conclusão das obras. "Nós achamos que, se os concessionários realizarem as obras devidas, nós adoraremos que eles continuem no exercício das suas concessões, mas o País não pode esperar mais. Não tem como atrasar mais a construção da estrutura de ferrovias no País." A ministra não especificou quais as medidas que poderá adotar caso os atrasos nas obras persistam. Ela informou que o governo está negociando com as concessionárias a definição de prazos diferenciados para a construção das ferrovias.  Segundo Dilma, já estão em processo de negociação os prazos da Transnordestina e que o caso da Ferronorte Rondonópolis está sendo tratado pela Agência Nacional de Infra-Estrutura em Transportes Terrestres (ANTT). Vale A ministra comentou também o leilão de concessão de um trecho da Ferrovia Norte-Sul, realizado na manhã desta quarta. Ela afirmou que não vê problemas no fato de o leilão ter tido apenas um concorrente - a Companhia Vale do Rio Doce. "Por que seria? Seria ruim se tivesse vazio", afirmou a ministra poucos minutos antes do resultado do leilão, no qual a Vale arrematou a concessão por R$ 1,4 bilhão. Em sua palestra no 1º Seminário Nacional de Orçamento Público, a ministra fez questão de destacar a importância da licitação da ferrovia norte-sul. Ela disse que o trecho licitado nesta quarta faz parte de uma ferrovia muito importante e acrescentou "Que sobre dinheiro para contratação do segundo trecho para que nós concluamos a obra", disse. Ela acrescentou que a obra total tem mais de mil quilômetros, "cruzando o coração do Brasil". Ao comentar o preço mínimo de R$ 1,470 bilhão, a ministra disse: "tem gente que diz que é um preço máximo mas eu acho que é o preço mínimo". Questionada sobre essa declaração, a ministra explicou que se tratava de uma brincadeira. Ela acrescentou que a conta que o governo fez para a fixação do preço mínimo foi "bastante consistente". Ela admitiu, no entanto, que se houvesse mais concorrentes o trecho poderia ter sido arrematado por um preço maior que o arrematado pela Vale.

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