Dilma afirma que não há definição sobre reajuste de combustível

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse hoje que o governo federal aguarda uma caracterização de "mudança de patamar" do preço internacional do petróleo, com a acomodação da cotação do insumo no mercado internacional, para depois definir quais medidas pode adotar para o preço do combustível."O preço da Petrobras está completamente equiparado ao mercado internacional. Se o preço for a US$ 45 o barril, e lá permanecer, teremos que ir para lá também", afirmou a ministra, ao participar do seminário "Metas do Milênio: O ABC Pensa o Futuro", realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo.Dilma avaliou que diversos fatores, como as expansões de consumo nos Estados Unidos e China, o risco de ataques terroristas na Arábia Saudita, a paralisação das exportações do Iraque e a crise política que a petrolífera russa Yukos vive neste momento, podem estar levando investidores a pressionar as cotações internacionais do insumo. "Os fundos de commodity (produto com preço definido no mercado internacional) estão atuando pesado no mercado futuro e a tendência altista pode estar sendo amplificada", observou. Por isso, segundo ela, o governo ainda tem dificuldades para "perceber a mudança de patamar", a duração de prazo que os preços podem se manter e a tendência futura.Política de preçosEla insistiu, entretanto, em defender a política de preços da Petrobras de paridade internacional, uma vez que essa posição garante "significativa lucratividade" para a estatal, além de garantir qualidade no mercado doméstico com a possibilidade de importações. "A lucratividade é alta porque os projetos de petrolífera, em qualquer lugar do mundo, têm que se pagar em US$ 16, o barril", explicou.Por isso, nesse momento, as empresas obtêm lucros, segundo a ministra, mas não há nenhuma garantia de que o preço da commodity (produto com preço definido no mercado internacional) possa retroceder rapidamente num curto espaço de tempo.

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