Dilma afirma que Petrobras pode reduzir investimento na Bolívia

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, sinalizou hoje que a Petrobras poderá desacelerar os investimentos na Bolívia, em função da nova lei boliviana que aumenta a tributação na exploração do petróleo. "Seguramente a promulgação da lei vai produzir alterações na estratégia de investimento da Petrobras na Bolívia, no sentido de que ela vai diminuir a expansão dos investimentos", afirmou a ministra. Segundo ela, a Petrobras vai fazer uma análise separadamente de cada projeto, mas já adiantou que não é interesse da Petrobras se retirar da Bolívia. "Ela (Petrobras) vai reescalonar ou defasar projetos. Vai fazer um reestudo (do projeto de exploração), diante do fato que muda qualitativamente ao ser tributado em 50%", afirmou. Dilma informou que a Petrobras tem na Bolívia três projetos, que estão sob revisão: o pólo de gás químico, que fica na fronteira do Brasil com a Bolívia; um gasoduto no Noroeste da Argentina, na fronteira com a Bolívia (para a entrada de gás no Brasil por Uruguaiana), e a expansão da exploração de petróleo naquele País. Ela disse que esses projetos são desenvolvidos pela Petrobras com outras empresas e que por isso não depende apenas de uma decisão da estatal brasileira. Impacto interno A ministra de Minas e Energia disse ainda que não há nenhuma previsão de mudança no preço do gás natural, comprado da Bolívia, em função da promulgação da nova lei que aumenta a tributação de exploração do combustível. Ela disse que independentemente da decisão boliviana, o governo brasileiro já havia decidido aumentar a oferta nacional de gás natural, antecipando a produção do Campo de Mexilhão, em Santos, para pelo menos metade de 2008. "Vamos antecipar, não pela Bolívia, mas dentro de uma estratégia de aumentar o componente nacional", disse. A ministra disse que não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto, mas que certamente ele acompanha com preocupação.

Agencia Estado,

18 Maio 2005 | 14h27

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