Dilma afirma que transição no setor elétrico levará 5 anos

A transição do atual para o novo modelo do setor elétrico deverá durar cinco anos. As novas regras deverão estar implantadas completamente somente em dezembro de 2008. Este foi o cronograma apresentado hoje pela ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, em reunião com representantes de associações do setor elétrico. O presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Orlando Gonzalez, que participou da reunião, disse que "a direção do modelo começa a ganhar corpo, mas faltam os detalhes". A transição, segundo ele, começaria no próximo ano e, até lá, as regras seriam detalhadas pelo ministério. O diretor-executivo da Abradee, Luiz Carlos Guimarães, disse que, provavelmente no fim deste mês, a ministra deverá apresentar a conclusão dessas propostas. Na reunião de hoje, segundo ele, não foi apresentado aos dirigentes do setor nenhum documento impresso com as propostas.Alguns detalhesSegundo Guimarães, a ministra garantiu que um dos pressupostos do novo modelo é o respeito aos contratos. Ele disse que não foi discutida a possível mudança do Índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M) como indexador em contratos do setor. E relatou que Rousseff voltou a citar a possibilidade de permanência do seguro-apagão para fazer o colchão destinado a investimentos no setor. O diretor sugeriu aproveitar este momento para também discutir o modelo do setor de distribuição. "Este modelo em debate é especificamente de equacionamento da geração", reclamou. Segundo ele, é necessário concluir os modelos de revisão de reajustes tarifários, incluindo a aplicação da parcela A (parte dos custos não gerenciáveis das empesas) e o uso da empresa-modelo como referência para o cálculo de tarifas. Estavam representados, na reunião, os segmentos de geração, transmissão, distribuição e indústria de bens de capital.

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