Dilma alerta: só há risco de racionamento "se governo não governar"

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, elogiou hoje o relatório anual da Agência Internacional de Energia (AIE), mas criticou a leitura feita por alguns analistas que viram no documento um sinal de alerta ao Brasil. Segundo ela, a AIE não previu no texto nenhum risco de racionamento de energia no Brasil. Até por que, segundo ela, esse não era o objetivo do estudo, que trabalhou com um horizonte até 2030. Dilma disse que ainda só haveria risco de racionamento de energia no Brasil se o governo não governar. E afastou esse risco no horizonte até 2010.Ela também afirmou que não há no documento nenhuma sugestão de que seja alterado o marco regulatório (regras) do setor de energia elétrica no Brasil. Ela disse que, ao contrário, o relatório ressalta que o governo brasileiro mudou o marco regulatório para atrair investidores para o setor. A ministra observou ainda que o documento constatou o que o Brasil já vem fazendo há muito anos, que é a parceria entre o capital privado e o investimento público. Diferentemente de países desenvolvidos, principalmente os europeus, Dilma destacou que o Brasil ainda pode ampliar a oferta de energia com o uso de biomassa, gerada principalmente pela agroindústria e com a integração continental, que já ocorreu na Europa e entre Estados Unidos e Canadá. Essas opções, segundo ela, permitem que o Brasil não dependa do hidrogênio e da energia nuclear para suprir o seu mercado nos próximos 30 anos.Auxílio a CubaDilma informou também que o Brasil e a Venezuela deverão ajudar Cuba a enfrentar a crise de energia que está afetando a ilha. Segundo a ministra, o pedido de auxílio foi formulado pelo governo cubano aos países amigos, e o assunto será discutido entre os dois países durante a Reunião de Ministros de Energia da América Latina e do Caribe, que acontecerá amanhã e sexta-feira na Venezuela.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.