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Dilma anuncia leilão de sobra de energia em menos de 90 dias

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, anunciou nesta quarta-feira à tarde, junto com representantes de grandes consumidores e de geradoras de energia, umacordo para a realização, o mais rápido possível, do leilão de venda de energia excedente.Ela informou que pretende encurtar o prazo de 90 dias, aventado no início das conversações com geradores e grandes consumidores, e que o leilão será realizado pelo Mercado Atacadista de Energia (MAE), só sendo aceita oferta de compra nas regiões onde não houver restrição elétrica (dificuldades técnicas para ampliar a quantidade de energia já transportada) para a entrega da eletricidade.Dilma afirmou que há no mercado 7.500 MW de energia sobrando, mas o montante ofertado será decidido pelas geradoras, de acordo com o planejamento de cada uma. Ela informou que aresolução que regulamenta o leilão será aprovada até o fim desta semana em decisão ad referendum do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).Dilma disse que os potenciais compradores participarão de uma pré-qualificação junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), na qual indicarão o local em que desejamque a energia seja entregue. A ministra observou que a energia vendida é resultado de uma sobra que deverá perdurar por dois anos e não afetará o abastecimento normal. Ela disse que o leilão será feito segundo o modelo holandês, no qual os vendedores iniciam o leilão com o preço mais alto que desejam, e os compradores oferecem o preço mais baixo, até que as partes cheguem a acordo.A ministra afirmou que acha "pouco provável" que a energia seja vendida a preço inferior aos 18 ou 19 reais que sepretende fixar como preço mínimo do MAE. Ela disse que isso dependerá do leilão e que espera que os preços sejam superiores aos R$ 5,50 que estão sendo praticados hoje no MAE.

Agencia Estado,

21 de maio de 2003 | 18h32

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