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Dilma cancela ida para o Fórum Econômico Mundial, diz fonte

Segundo auxiliares da presidente, foco de Dilma agora são as articulações políticas para a eleição das presidências da Câmara e do Senado

O Estado de S. Paulo

12 de janeiro de 2015 | 20h48

BRASÍLIA - Preocupada com o cenário político nacional às vésperas da eleição das novas presidências da Câmara e do Senado, a presidente Dilma Rousseff decidiu nesta segunda-feira (12) cancelar a ida para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que será realizado de 21 a 24 de janeiro, informou uma fonte ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Essa viagem demandaria muitos dias de deslocamento fora do País, em um momento crucial para o governo, que não quer turbulência no Legislativo, pois medidas importantes e impopulares precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

A agenda de viagens internacionais de Dilma está congestionada neste mês, com a ida da presidente para a posse do presidente reeleito da Bolívia, Evo Morales, no dia 22 de janeiro, e a realização da 3ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que ocorrerá em São José, na Costa Rica, entre os dias 28 e 29 de janeiro, logo depois da realização da primeira reunião ministerial - prevista para o dia 27 de janeiro. Essas duas viagens seguem confirmadas.


Segundo auxiliares da presidente, a sucessão de deslocamentos internacionais no final de janeiro tiraria o foco das articulações políticas para a eleição das presidências da Câmara e do Senado. Como estavam programadas três viagens internacionais consecutivas (Bolívia, Davos e San José), Dilma priorizou a agenda voltada para a América Latina.

"Querem me colocar para viajar", queixou-se Dilma, ao mandar suspender a ida prevista para Davos, depois de ter mandado sinais de que estaria presente pelo segundo ano consecutivo ao Fórum Econômico Mundial. Nesse momento, pesou na decisão da presidente a avaliação de que a atual conjuntura carece de mais atenção política que econômica. Nos últimos dias, a presidente tem dedicado espaço na agenda não só para a montagem do segundo escalão do governo, como também para substituições de ministros já empossados.

Nesta quarta-feira (14), Dilma deverá receber no Palácio do Planalto os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para tentar acertar a definição dos novos presidentes dos bancos públicos.

A viagem de Davos marcaria uma ofensiva do Palácio do Planalto para atrair mais investimentos, reconquistar a credibilidade da economia e evitar uma perda do grau de investimento concedido pelas agências internacionais de classificação de risco.

 

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