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Dilma chama atenção para 'a voz das ruas'

Governos devem romper dissonância entre a 'voz do mercado e a das ruas', afirma presidente

RAFAEL MORAES MOURA, TÂNIA MONTEIRO/BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2011 | 03h10

Insatisfeita com os rumos da crise econômica mundial, a presidente Dilma Rousseff disse ontem que os governos devem romper com a dissonância entre a "voz do mercado e a das ruas". Dilma fez o comentário no Palácio do Planalto, ao receber a diretora executiva da ONU Mulheres, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

"Hoje estamos vendo processos de desemprego dramáticos (nos países desenvolvidos) e processos de desemprego dramáticos levam necessariamente a processos de perda de qualidade de vida e condições de sobrevivência, por isso acho que os governos precisam romper com a dissonância cada vez maior entre a voz dos mercados e a das ruas", discursou Dilma.

Para a presidente, o cenário de desemprego nos países desenvolvidos aponta para um "retrocesso" nas políticas sociais. Segundo ela, isso acaba colocando em foco a discussão sobre o piso mínimo de proteção social.

A presidente recebeu de Bachelet a versão em português do relatório "Piso de proteção social para uma globalização equitativa e inclusiva", publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Dilma citou o lema do seu governo ("país rico é país sem pobreza"), afirmando que ele significa "justamente o fato de que não é possível conceber um país rico quando uma parte da população vive em condições abaixo do mínimo que consideramos civilizado".

FMI. Dilma também se encontrou ontem com o primeiro ministro francês, François Fillon, reafirmando a disposição de o governo brasileiro realizar, se necessário, novos aportes de recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI). "Desde que tenhamos garantias de que a reforma de 2010 do fundo será implementada", observou.

No início do mês, durante reunião com a diretora-gerente do FMI, a francesa Christine Lagarde, Dilma acenou com a possibilidade de o Brasil injetar mais recursos na instituição, para ajudar a socorrer países em crise na Europa, sem, no entanto, informar quanto o Brasil estaria disposto a dar. A ideia do governo brasileiro é decidir este valor junto com os parceiros de Brics - Rússia, Índia, China e África do Sul - até fevereiro do ano que vem , quando haverá nova reunião do G20.

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