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Dilma critica propostas de redução de empregos

Presidente aproveita cerimônia de formatura de alunos de cursos técnicos em Porto Alegre para reagir aos ataques à condução econômica do governo

ELDER OGLIARI / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2013 | 02h07

A presidente Dilma Rousseff disse ontem que, ao mesmo tempo que o Brasil tem uma das menores taxas de desemprego do mundo, "há gente por aí dizendo que temos de reduzir empregos". A reclamação foi feita na cerimônia de formatura de 2,2 mil alunos do Pronatec, em Porto Alegre, numa alusão aos críticos da condução econômica do governo.

"Muita gente não é, mas faz barulho. Essas pessoas estão equivocadas, e isso estamos vendo aqui, com a formação as senhoras e senhores, que são o melhor instrumento para termos um mercado de trabalho saudável."

A contestação aos eventuais críticos foi feita no fim de uma semana em que o IPCA acumulado em 12 meses apontou para 6,59% no fim de março, acima do limite da meta de inflação, de 6,5%. A alta do índice criou expectativas no mercado de que o Banco Central eleve a taxa de juros, o que significaria um freio no consumo e na atividade econômica, algo que o governo gostaria de evitar.

Dilma defendeu os cursos técnicos promovidos pelo governo e também a aproximação da oferta do ensino com as oportunidades de trabalho. À saída do local do evento, representantes de supermercados e da construção civil captavam currículos para possível contratação dos formados.

A presidente passou o dia em Porto Alegre. Além da formatura de pessoas que se qualificaram ao mercado de trabalho, ela participou da entrega de 25 ônibus e 120 máquinas a prefeitos de cidades com menos de 50 mil habitantes. Os equipamentos serão destinados à conservação de estradas vicinais, abertura de valas, construção de açudes, terraplenagem e transporte escolar.

Dobrar a renda. No segundo discurso do dia, para prefeitos e convidados, Dilma, que vem falando em fazer do Brasil um país de classe média predominante e de pequenas desigualdades sociais, reafirmou a meta de dobrar a renda per capita da população. Dados do IBGE indicam que em 2010 a média nacional de rendimento domiciliar per capita era de R$ 668 mensais. Segundo a presidente, nos últimos dez anos o País reduziu a pobreza da população, pagou suas dívidas com o Fundo Monetário Internacional e recuperou sua capacidade de investir e de crescer. E projetou melhoras para o futuro.

"O Brasil mudou e hoje tem capacidade de pensar o que quer ser daqui a dez anos", afirmou. "Em 2022 comemoraremos os 200 anos da nossa Independência e nesse dia vamos ter de olhar para trás e ver o que fizemos para construir a nossa soberania, nosso desenvolvimento e o bem-estar de nosso povo", previu. "Nosso objetivo é dobrar a nossa renda per capita."

Infraestrutura. A presidente repetiu que a extinção da pobreza extrema é uma meta, mas depois dela vem outra, a da educação e da formação profissional. Além de insistir na necessidade de qualificação e de investimentos para desenvolver o País, admitiu uma "grande preocupação" de seu governo com a infraestrutura.

No clima do discurso, anunciou três obras rodoviárias para o Rio Grande do Sul, com investimento total próximo de R$ 2,5 bilhões. Dilma também considerou "inadmissível" que o Estado não tenha ligação ferroviária direta com o Sudeste e adiantou que o governo pretende fazê-la.

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