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Dilma defende parcerias para melhorar infra-estrutura

Para ministra chefe da Casa Civil, parceria entre público e privado é o eixo das ações no setor

Gerusa Marques, da Agência Estado,

22 de agosto de 2007 | 12h49

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 22, que a parceria entre o setor público e a iniciativa privada é "crucial" para as obras de infra-estrutura. Essa parceria, segundo a ministra, é o grande eixo sobre o qual devem ser estruturadas as grandes ações no setor nos próximos anos. Ao participar do seminário promovido pela Associação Brasileira de Infra-Estrutura e das Indústrias de Base (Abdib), em Brasília, Dilma adiantou que no dia 20 de setembro o governo fará o segundo balanço quadrimestral das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Nós consideramos que a importância do PAC está no fato de ter colocado a agenda do crescimento na ordem do dia", afirmou. Segundo ela, o PAC definiu os investimentos como prioridade do governo e organizou as ações no horizonte de quatro anos. "Isso é fundamental para a eficiência do planejamento." Para uma platéia em que predominavam empresários, Dilma fez uma exposição detalhada das obras do PAC. Segundo ela, são 1.646 ações, incluindo estudos, projetos e obras. No balanço de abril passado sobre o programa, 52,5% das ações estavam em dia, 39,1% apresentavam pequeno atraso, e 8,4% estavam com atraso ou apresentavam elevado risco. "Estamos rompendo com práticas tradicionais", disse ela. E contestou a versão de que o PAC estaria fazendo obras velhas. Disse que o programa está é retomando obras que não haviam saído do papel. A ministra lembrou que os investimentos previstos no PAC são de cerca de R$ 503 bilhões. No mês de agosto, segundo a ministra, a dotação orçamentária para essas obras é de R$ 14,7 bilhões e o empenho chegou a R$ 4,4 bilhões. Em julho, a dotação era de R$ 9,5 bilhões e o empenho, R$ 1,9 bilhão, representando 20% do total. Energia Dilma disse ainda que o Brasil não tem problemas de segurança energética. "Onde há problema é na qualidade da matriz", disse. Ela comentou que, nos últimos dez anos, a falta de estudos em inventários sobre projetos de construção de usinas hidrelétricas aumentou o "grau de sujeira" da matriz de energia de energia. A ministra se referia ao aumento da necessidade de geração de energia a partir de fontes mais poluentes, como óleo diesel e carvão. De acordo com ela, o País precisa limpar a matriz e baratear a energia. "É impossível supor que hidrelétrica, neste País, tenha o mesmo custo de termelétricas a carvão e a gás", disse. Segundo a ministra, o esforço que tem que ser feito é para usar ao máximo o que o Brasil tem como diferencial, como o potencial hidrelétrico. A ministra informou que deverá acontecer em março de 2008 o leilão de concessão da usina de Jirau, no futuro complexo hidrelétrico do rio Madeira, em Rondônia. Ela confirmou que o leilão da outra usina do complexo - a de Santo Antonio - será no dia 30 de outubro próximo. Ela ressaltou a importância da usina de Estreito, na divisa dos Estados de Tocantins e Maranhão, e disse que o governo tem todo o interesse em que essa obra esteja pronta em 2010.    

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