ED FERREIRA/ESTADAO
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Dilma defende pré-sal em meio à crise na Petrobrás

Sem citar a estatal, presidente defendeu a exploração dos recursos voltada para a educação; 'Dilma está escolhendo novo presidente', afirmou ministro

O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 12h03

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff defendeu o papel do pré-sal para os investimentos na educação nesta quinta-feira, 5, em meio à crise na Petrobrás, depois de a diretoria da estatal e a presidente Maria das Graças Foster terem pedido demissão. 

Em discurso na posse do novo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Mangabeira Unger, a presidente destacou a importância de "transformar o nosso passaporte do pré-sal em qualidade educacional". Apesar da afirmação, ela não mencionou a estatal em nenhum momento durante o discurso de dez minutos.  

A posse ocorreu de forma discreta, com um rápido discurso de Dilma e sem o direito a despedida pelo ex-ministro Marcelo Neri, que passou o bastão para um também calado Mangabeira Unger. 

O cerimonial do Palácio do Planalto organizou a posse relâmpago em uma das salas do terceiro andar do prédio, onde fica o gabinete de Dilma. Ela entrou e saiu por uma porta longe do local onde a imprensa foi colocada, para evitar contato com jornalistas.  Apenas o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, falou na saída. 

Ele disse que a presidente Dilma "está tratando da escolha do novo presidente da Petrobrás". "Esse é um assunto que está sendo tratado pela presidente da República", disse. "Assim que ela tiver algo a comunicar, ela comunicará", afirmou.

Baixas. Nesta quarta-feira, 4, a renúncia de Graça Foster e a de outros cinco diretores da petroleira confirmaram a expectativa do mercado que, entretanto, se surpreendeu com a saída de outros cinco diretores. 

Em três dias, a companhia recuperou R$ 24 bilhões na Bolsa e compensou o que havia perdido durante o mês de janeiro, quando divulgou um balanço trimestral não auditado e teve ativos superestimados em R$ 88 bilhões, valor que, suspeita-se, esteja associado aos desvios de recursos na estatal. 

Nesta sexta-feira, 6, está marcada uma reunião do conselho da empresa para decidir sobre o novo comando da Petrobrás.

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