Dilma descarta controle dos preços do álcool

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, descartou nesta segunda a possibilidade de o governo fazer controle dos preços do álcool para tentar fazer valer o acordo que fechou com produtores para estabilizar o preço do produto, mas admitiu a possibilidade de investigar irregularidades comerciais e abusos no setor. Ao chegar para um jantar para arrecadação de fundos para o PT, promovido pela seção fluminense do partido, a ministra lembrou que o governo "não faz controle de preços direto" nem para o petróleo nem para o álcool, mas pode fazer um acompanhamento para "tentar entender o que isso (o aumento dos preços, apesar do acordo) significa" e, depois, agir."No passado já vimos isso", disse ela, comentando a pesquisa divulgada hoje pela Agência Nacional do Petróleo. "Tantos aumentos como diminuições excessivas de preços podem indicar práticas incorretas de mercado. E aí o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica, encarregado de investigar cartéis) pode ser chamado, podem ser usados todos os mecanismo que normalmente se usa quando se constata um desempenho incorreto."Dilma afirmou acreditar que o álcool, "na medida em que tenha status de combustível, tem que ser tratado como tal" e que isso "significa que tem que ter segurança no fornecimento, que se reflita numa clara política de estoques." Para ela, "é fundamental que ANP tenha acesso aos dados relativos aos estoques. "Combustível não é igual a mercado de commodities agrícolas; é fundamental garantir o abastecimento", destacou. A ministra destacou que o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, está avaliando com a ANP mecanismos de controle de estoques.""Agora, acredito que os produtores vão cumprir o acordo feito com o governo", declarou ela, antes de entrar para o jantar com outras estrelas petistas, como o senador Saturnino Braga (PT-RJ), vários deputados federais e os presidentes da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e do BNDES, Guido Mantega.

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