Dilma deve se reunir com empresários em visita aos EUA

Em busca de recursos para a infraestrutura, presidente terá conversas com grupos de investidores

CLÁUDIA TREVISAN, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2015 | 02h03

WASHINGTON - Os ministros Joaquim Levy e Nelson Barbosa atuarão em frentes distintas durante a passagem da presidente Dilma Rousseff por Nova York, no dia 29. O titular da Fazenda acompanhará a chefe em encontros com pequenos grupos de investidores e presidentes de empresas, enquanto o do Planejamento comandará um seminário que tentará despertar interesse na nova leva de projetos de infraestrutura, anunciados na terça-feira.

Duas fontes disseram ao Estado que Levy considera mais eficaz o contato direto e reservado da presidente com um número reduzido de pesos pesados da economia americana. A ideia é ter um encontro com representantes do setor financeiro e outro com presidentes de grandes empresas.

O problema é o pequeno prazo para organização das reuniões. Dilma confirmou no início desta semana a passagem por Nova York, a cerca de 20 dias da visita a um país onde empresários têm agendas tomadas com meses de antecedência. Os encontros devem ocorrer no hotel onde a presidente ficará hospedada. A presidente deverá falar das medidas econômicas adotadas desde o início do seu segundo mandato e escutar as opiniões de seus interlocutores sobre o Brasil.

Em outro hotel, Barbosa comandará o seminário no qual serão apresentadas as oportunidades de participação na nova etapa do programa de logística, lançado nesta semana e que prevê investimentos de R$ 198 bilhões em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Kellie Meiman, da consultoria McLarty Associates, estará na plateia, com a expectativa de conhecer detalhes da implementação e financiamento dos projetos. "O governo enviou um sinal muito positivo de que quer a colaboração do setor privado. A questão é como isso será implementado", observou.

Depois das reuniões reservadas com representantes do setor financeiro e empresários, Dilma encerrará o seminário. Além de Barbosa, o evento terá a participação dos ministros Antonio Carlos Rodrigues (Transportes), Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Edinho Araújo (Portos).

Também estarão presentes o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Josias Sampaio Cavalcante Júnior.

Casa Branca. Concluído o seminário, Dilma viajará a Washington, onde será recebida pelo presidente Barack Obama em jantar na Casa Branca. A recepção será para poucos convidados, o que permitirá que os dois dirigentes tenham uma maior interação. Dilma foi convidada a ficar na Blair House, a casa de hóspedes oficial da presidência dos EUA, deferência que não recebeu em sua visita anterior ao país, em 2012.

No dia seguinte, os dois presidentes terão uma reunião de trabalho, que será seguida de uma entrevista coletiva. Os possíveis acordos devem envolver mudança climática, facilitação de comércio, inovação e educação. O governo Dilma espera que os Estados Unidos anunciem a abertura de seu mercado à importação de carne brasileira. O lado americano gostaria de ter um anúncio de impacto em relação ao combate do aquecimento global, que mostre o compromisso dos dois países com um resultado positivo da conferência sobre clima que será realizada em Paris em dezembro.

Ainda no dia 30, Dilma será recebida em almoço promovido pelo vice-presidente Joe Biden, seu principal interlocutor no governo americano. O evento será no Departamento de Estado e reunirá cerca de 200 convidados. Em seguida, a presidente deve ir para San Francisco, onde poderá visitar empresas de tecnologia e universidades.

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