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Dilma diz a empresários que tomará medidas nos próximos dias

Presidente assegura ao setor que governo vai procurar equilíbrio entre juros e câmbio, além de desonerar algumas cadeias produtivas e aumentar investimentos em infraestrutura

Lu Aiko Otta e Iuri Dantas, da Agência Estado,

22 de março de 2012 | 15h44

Atualizado às 16h51

BRASÍLIA - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse nesta quinta-feira, 22, que na reunião hoje no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff assegurou aos empresários que o governo vai trabalhar para dar às empresas brasileiras igualdade de condições na competição com empresas estrangeiras. Para tanto, o governo vai procurar um equilíbrio entre as taxas de juros e câmbio, além de desonerar algumas cadeias produtivas e aumentar investimentos em infraestrutura.

Segundo o empresário, todos os presentes se queixaram das condições de concorrência com produtos importados e citaram como problemas a serem atacados a carga tributária, a infraestrutura deficiente e a falta de investimentos em inovação e tecnologia.

Os empresários também sugeriram formas de melhorar a qualidade dos impostos e reduzir o custo de mão de obra. Segundo o presidente da CNI, a presidente prometeu novas medidas para os próximos dias, mas não disse quais.

Defesa

Também presente no encontro, a presidente da rede varejista Magazine Luiza, Luiza Trajano, afirmou que a presidente Dilma prometeu que não vai proteger, mas defender a economia brasileira. Ou seja, o governo não vai apelar para medidas protecionistas. As declarações foram feitas no Palácio do Planalto, no encerramento da reunião.

Segundo Luiza Trajano, Dilma também afirmou que a queda da taxa básica de juros nos próximos anos é uma vontade dela (da presidente), mas que a queda precisa ser conduzida segundo um planejamento. O presidente da Embraer, Frederico Curado, que também esteve na reunião, disse que a presidente Dilma teve uma conversa aberta com troca de visões sobre a economia brasileira e mundial.

Luiz Nascimento, da Camargo Corrêa, disse que Dilma afirmou que vai aproveitar o período de término das concessões do setor elétrico para reduzir o preço da energia no Brasil. Ele, no entanto, afirmou que a presidente não se comprometeu com a renovação das licenças atuais. "Aparentemente, ela vai renovar as concessões, com preço mais baixo", disse Nascimento. Segundo o empresário da Camargo Corrêa, a presidente e sua equipe econômica demonstraram muita preocupação com o impacto do cambio na indústria de manufatura.

Já Joesley Batista, do grupo JBS, disse que sua conclusão pessoal é que a presidente Dilma queria fazer um debate sobre dois pontos específicos. O primeiro, sobre como garantir a competitividade da indústria brasileira e o segundo sobre como garantir que investimentos anunciados saiam efetivamente do papel.

"Não pedi nada, só falei que ia inaugurar uma fábrica em Três Lagoas no dia 13 de dezembro. É um presente de aniversário para ela", disse Batista. Dilma faz aniversário em 14 de dezembro. Ele explicou que se referiu a um investimento de R$ 6,5 bilhões. Segundo Batista, a presidente não citou meta de crescimento econômico, mas "falou uma coisa meio técnica de que precisamos crescer mais que o potencial".

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