Dilma diz que Brasil começa processo de saída da crise

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que o Brasil, ainda com cautela, começou o processo de saída da crise econômica. Ao afirmar que o governo brasileiro não pode ser responsabilizado pela crise mundial, ela disse, entretanto, que "foi por responsabilidade do governo Lula que temos os efeitos da crise minorados", afirmou, no Palácio do Buriti, durante divulgação do balanço das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) no Distrito Federal e no entorno.

LEONARDO GOY E VANNILDO MENDES, Agencia Estado

15 de junho de 2009 | 16h00

Ao comentar a redução da taxa básica de juros (Selic) para apenas um dígito (9,25% ao ano), Dilma afirmou que atualmente o Brasil pode reduzir seus juros sem comprometer a estabilidade. "É possível para o Brasil crescer com estabilidade e ainda com distribuição de renda", disse ela, citando algumas medidas tomadas pelo governo contra a crise, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de alguns setores, como o automobilístico, e o aumento do salário mínimo.

"Radicalizamos quando a crise veio, aumentamos os investimentos em infraestrutura para o desenvolvimento econômico e social", afirmou a ministra.

Ao falar do Produto Interno Bruto (PIB), que recuou 0,8% no primeiro trimestre do ano na comparação com os três últimos meses de 2008, Dilma comentou que o consumo das famílias voltou a crescer e que, para 2010, o governo espera taxas de crescimento do PIB "bem mais positivas".

Dilma, que é potencial candidata do PT à Presidência da República em 2010, trocou elogios no início do evento com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, filiado ao DEM. Dilma classificou Arruda como "grande parceiro" de execução do PAC, enquanto o governador ressaltou o modo "republicano e apartidário" do governo federal ao tratar dos pleitos do Distrito Federal.

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