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Dilma diz que é preciso ampliar relação comercial com a Alemanha

Presidente disse que a Alemanha é a maior parceira comercial do País na UE, mas reiterou interesse em aprofundar relação

Gustavo Porto e Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

13 de maio de 2013 | 16h03

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseffl lembrou nesta segunda-feira, 13, que os laços entre Brasil e Alemanha transcendem o governo e que a Alemanha é a maior parceira comercial do País na União Europeia. "Reiterei ao presidente o interesse de aprofundar nossa parceria estratégica que existe desde 2002", disse durante a abertura do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em São Paulo (SP). A presidente afirmou ainda que é preciso ampliar o fluxo comercial recíproco entre os dois países, principalmente dos bens de maior valor.

"É importante apoiar pequenas e médias empresas, fomentar joint ventures, um dos vetores da cooperação bilateral, elevar o fluxo entre nossos países e intensificar o comércio de valor agregado", afirmou. Dilma também elogiou o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, citando "sua história de defesa pessoal e democracia em prol da Alemanha unificada" e revelou que pediu a ele, entre outras coisas, "o acesso a eventuais arquivos na Alemanha que possam beneficiar os trabalhos Comissão da Verdade", no Brasil.

Dilma afirmou ainda ter manifestado o interesse de parcerias entre a recém-criada Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e a instituição correspondente na Alemanha para a área de pesquisa e conhecimento.

O discurso de Gauck adotou uma linha próxima ao da presidente brasileira. Ele afirmou que "espera que o Brasil abra outras oportunidades para o comércio internacional", a fim de intensificar o relacionamento entre os dois países. "Eu dou os parabéns pela eleição do embaixador Roberto Azevêdo, na direção da OMC. E sabemos de sua elevada qualidade e competência", destacou.

Gauck destacou que ele e Dilma têm posições semelhantes sobre a gestão da política monetária, embora não tenha dado detalhes sobre tais posturas. Ele ressaltou, contudo, que as questões específicas de gestão da economia ficam a cargo do gabinete da chanceler Angela Merkel.

Ele destacou que Brasil e Alemanha, ao contrário do que ocorreu durante o período de Guerra Fria, estão em condições de redefinirem suas participações no cenário global, o que inclusive estaria relacionado na atuação junto às Nações Unidas.

O presidente da Alemanha chegou a citar que teria ouvido que haveria um mal estar entre Dilma e a chanceler Angela Merkel, mas ele citou que ouviu da presidente do Brasil palavras de grande admiração e respeito pela atuação de Merkel na Alemanha.

Ao deixar o evento, uma jornalista perguntou a Dilma Rousseff que mal estar seria esse a que Gauck teria feito referência. "Eu não sei o que é isso", respondeu a presidente, com um sorriso. Gauck disse que tem grande interesse em poder colaborar com o governo brasileiro com quaisquer informações que possam ajudar a Comissão da Verdade no Brasil. Segundo ele, é sempre importante colaborar na recuperação do passado, especialmente em respeito às vitimas de maus tratos que ocorreram há décadas no País.

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