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Dilma diz que há indícios de espionagem no caso Petrobras

Informações furtadas podem ter relação com a camada pré-sal, onde estão as reservas de Tupi e Júpiter

Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

15 de fevereiro de 2008 | 19h59

Há indícios de que o furto de equipamentos com dados sigilosos da Petrobras - quatro laptops e dois pentes de memória RAM - foi de fato espionagem industrial. A afirmação é da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No entanto, ela não citou o motivo dessa suspeita do governo.   Veja também: Material roubado estava em sonda na bacia de Santos, diz PF PF vai apurar em sigilo furto sofrido pela Petrobras 'País precisa de lei contra espionagem industrial'   Os equipamentos furtados estavam em um contêiner que foi trazido de uma sonda da bacia de Santos, região onde está localizado o megacampo de petróleo de Tupi e a grande reserva de gás e condensado Júpiter, para o Rio de Janeiro e em seguida para Macaé, chegando no dia 30 de janeiro a esta cidade. Somente no dia 31 de janeiro os funcionários da empresa Halliburton - que presta serviços para a Petrobras - perceberam que o cadeado que fechava o contêiner havia sido substituído.   O caso está sob investigação da Polícia Federal. Existe a suspeita de que as informações armazenadas nos computadores tinham relação com a camada ultraprofunda pré-sal, onde estão as reservas de Tupi e Júpiter. Dilma descartou a possibilidade de que o furto afete a licitação de blocos localizados nessa área. "Não foi por causa do roubo que não licitamos os blocos. Jamais iríamos licitar essas áreas nos padrões anteriores. Temos consciência do tamanho das reservas."   De acordo com Dilma, essa posição do governo reflete um compromisso com a população e com o País. "Essa (as reservas) é uma riqueza atual do País e também para as próximas gerações", disse. A ministra lembrou que as recentes descobertas do pré-sal estão entre as maiores dos últimos tempos no mundo.   A ministra qualificou o roubo como lamentável, mas não catastrófico. Ela não acredita que isso influenciará negativamente os resultados das próximas licitações.   A camada pré-sal, que se estende por 800 quilômetros ao longo da costa brasileira, é foco de forte interesse no setor de petróleo desde que a Petrobras confirmou reservas recuperáveis de 5 bilhões a 8 bilhões de barris em Tupi. A estatal considera a região do pré-sal como de risco exploratório quase zero, ou seja, todo poço perfurado possui grande chance de encontrar petróleo ou gás.

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