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Dilma diz que não vai permitir corte bilionário no programa Bolsa Família em 2016

Em sua conta no Twitter, presidente cobrou 'bom senso' do relator do Orçamento de 2016 e afirmou que o Bolsa Família era 'prioridade máxima' do seu governo

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2015 | 20h55

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 21, que não vai permitir o corte de R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família como foi proposto pelo relator do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR).

Em sua conta no Twitter, Dilma cobrou "bom senso" do deputado e afirmou que o Bolsa Família era "prioridade máxima" do seu governo, assim como foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

"Não podemos permitir que isso aconteça. Estou certa que o bom senso prevalecerá na destinação de recursos ao programa", disse.

A presidente afirmou ainda que "cortar o Bolsa Família significa atentar contra 50 milhões de brasileiros que hoje têm uma vida melhor por causa do programa".

Dilma também lembrou que o programa completou 12 anos na última terça-feira e que o seu "sucesso" e "importância" eram reconhecidos por organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco mundial.

"É o maior programa de inclusão social do mundo. Destinado aos mais vulneráveis, ele mantém 36 milhões de pessoas fora da extrema pobreza", disse.

Nesta quarta, Barros voltou a afirmar que pretende incluir o corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família na proposta orçamentária. Isso corresponde a cerca de 35% do total previsto para o programa em 2016, de R$ 28,8 bilhões.

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