EFE
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Dilma e presidente do México usam bebida para selar nova fase

Chefes de Estado brindaram com tequila e cachaça em cerimônia

Cláudia Trevisan, O Estado de S. Paulo

26 Maio 2015 | 21h24

A tequila e a cachaça foram eleitos como os símbolos da nova fase das relações entre Brasil e México pela presidente Dilma Rousseff. A brasileira e seu colega Enrique Peña Nieto usaram as bebidas nos brindes que realizaram no almoço oferecido pelo mexicano. Enquanto o presidente Peña Nieto escolheu a versão pura da bebida de seu país, Dilma preferiu a caipirinha. E apesar do regime que veta bebidas alcoólicas, ela bebericou em seu brinde e no do anfitrião. 

Mas não foi só nesse momento que a tequila e cachaça ganharam destaque durante a visita. Um dos acordos assinados pelos dois governos prevê o reconhecimento mútuo de origem das bebidas.

Em seu brinde, Peña Nieto falou dos inconfidentes mineiros e da história da independência do Brasil e chamou Dilma de “amiga” dos mexicanos. A presidente brasileira rechaçou a visão de que México e Brasil têm poucas coisas em comum e afirmou que ambos os países são latino-americanos, emergentes, donos de fortes culturas nacionais e ativos em organismos multilaterais. Também lembrou a acolhida dada pelo México a exilados políticos durante ditaduras latino-americanas.

O mexicano citou a escritora brasileira Cecília Meireles, enquanto Dilma mencionou uma frase de Octavio Paz, fazendo uma analogia com o novo momento do relacionamento entre os dois países: “O mundo muda quando dois se olham e se reconhecem”.

A presidente brasileira mencionou ainda a sofisticação das civilizações pré-colombianas e os murais pintados por Diego Rivera no Palácio Nacional. A sede do governo mexicano fica no Zócalo, a praça que também foi o centro do poder da civilização asteca e dos colonizadores espanhóis. A poucos metros do palácio está a catedral erigida pelos conquistadores espanhóis sobre templos onde os astecas realizavam seus rituais.

Com exceção de menções ao tornado que atingiu o México na segunda-feira, os problemas domésticos enfrentados por Dilma e Peña Nieto ficaram fora do encontro. Os dois presidentes enfrentam acusações de corrupção e tráfico de influência contra seus governos, que provocaram reduções recordes em seus níveis de popularidade.

Depois da reunião de trabalho e do almoço no palácio, Dilma encerrou seminário que reuniu cerca de 200 empresários brasileiros e mexicanos. 

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