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Dilma elogia medidas de Serra e Aécio

Governadores tucanos seguem a linha de estímulo ao crédito traçada pelo Palácio do Planalto, diz a ministra

Leonencio Nossa, O Estadao de S.Paulo

13 de novembro de 2008 | 00h00

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, elogiou ontem a decisão dos governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, de anunciar medidas para melhorar o crédito das montadoras e demais empresas. Integrante da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem à Itália, Dilma avaliou que os governadores tucanos, possíveis adversários na sucessão de 2010, seguem a linha traçada pelo Palácio do Planalto. "Acho que é muito importante, tanto o governador Aécio Neves quanto o governador José Serra terem ido na direção do governo federal de elevar o nível de investimentos", afirmou.Ao chegar à Embaixada do Brasil em Roma, para encontros de Lula com empresários italianos, ela avaliou que outros governadores podem tomar decisões de estímulo à produção, como o de Mato Grosso do Sul, André Pucinelli (PMDB)."Acho que a percepção dos Estados é a que estamos sempre falando: manter os investimentos", acrescentou. "A política que nós, no Brasil, estamos fazendo hoje, que não pudemos fazer em 2002, é uma política cíclica, que procura manter um elevado nível de investimentos." Ela disse que conversou anteontem com o presidente mundial da Fiat, Luca di Montezemolo, que lhe garantiu a continuação e até a ampliação dos investimentos no Brasil, especialmente no parque industrial de Betim. "Os empresários italianos não têm dúvida de que o Brasil é uma grande oportunidade de investimento, não apenas hoje, mas no futuro. A forma de os italianos enxergarem hoje o Brasil, é diferente."Lula reservou a tarde de ontem a vários encontros com empresários italianos. Ele recebeu no Palácio Pamphili, sede da Embaixada do Brasil em Roma, Luca di Montezemolo, Gabriele di Genola (Telecom Itália), Piero Gnudi (Enel) e Giuliano Poletti (central de cooperativas Legacoop).EMPREGOA principal preocupação de Lula é garantir os empregos. Em conversas reservadas, ele tem dito aos ministros mais próximos que o foco de todas as medidas de combate e prevenção à crise financeira deve ser o da preservação da economia real. "Não tenha dúvida, o foco do governo é a economia real e a garantia dos postos de trabalho", disse um ministro que acompanha o presidente na viagem à Itália, que termina hoje.A autoridades italianas, Lula relatou que de janeiro a setembro deste ano foram criados 2,1 milhões de empregos com carteira assinada. A quantidade, como gosta de ressaltar, é maior que nos oito anos de governo Fernando Henrique.

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