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Dilma faz apelo à base aliada em nome da responsabilidade fiscal

Presidente, ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu que parlamentares não votem projetos que possam prejudicar contas do governo

Ricardo Della Coletta e João Domingos, de O Estado de S. Paulo,

13 de novembro de 2013 | 17h57

BRASÍLIA - A reunião da presidente Dilma Rousseff com lideranças da base da Câmara, na tarde desta quinta-feira, 11, foi mais uma vez marcada pela preocupação do Executivo com o impacto fiscal de propostas em tramitação no Congresso. Numa audiência que contou com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a presidente fez um apelo explícito: "Quero de vocês o compromisso de não votar medidas que comprometam a responsabilidade fiscal. E eu gostaria de ter a compreensão dos partidos", disse a presidente, segundo relato de parlamentares que estiveram presentes à reunião.

"A presidente colocou a preocupação com a política econômica do País", acrescentou outro líder.

A presidente conseguiu o endosso de lideranças, que saíram da reunião afirmando a necessidade de selar um pacto pela manutenção da responsabilidade fiscal no País. "Nós temos uma opinião, os líderes, de que há um risco sim. Há muitas matérias que, se votadas, podem impactar violentamente o pacto pela responsabilidade fiscal", afirmou o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), que justificou que o rombo potencial tramitando no Legislativo pode superar R$ 70 bilhões.

"O País comporta isso? Claro que não". De acordo com deputados presentes ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, Dilma destacou que a situação fiscal no País "está sob controle", mas argumentou que é preciso "ficar atento" diante do cenário internacional de crise financeira.

Dentre os projetos que preocupam o Executivo, está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria um piso nacional para policiais militares e bombeiros e outra que estabelece uma remuneração mínima nacional para os agentes comunitários de saúde. Este último foi colocado como uma prioridade pelo presidente Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mas não tem sido apreciado em razão da pauta da Câmara estar trancada por projetos com urgência constitucional.

"É preciso ter responsabilidade para você não criar um problema. A ideia é um pacto pela responsabilidade fiscal", argumentou o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ). A preocupação fez com que a presidente convocasse, para a próxima semana, uma ampla reunião com a participação de lideranças da Câmara e do Senado, além dos presidentes dos partidos que compõem a base aliada.

Na reunião desta quarta, Dilma ouviu de deputados que a responsabilidade do Legislativo com as propostas que causam impacto fiscal não pode ser creditada apenas à Câmara. Eles alegaram que muitas das proposições, como a PEC dos policiais militares e bombeiros, foram gestadas e aprovadas pelos senadores. "O Senado empacota a Câmara e nós que fazemos a maldade?", protestou Guimarães. "Houve essa reclamação. Todos os projetos com esse impacto fiscal tiveram origem no Senado", disse outro deputado que participou do encontro.

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