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Dilma: governo quer capitalizar Petrobras rapidamente

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje que o objetivo do governo é concretizar a capitalização da Petrobras da forma mais rápida possível para evitar oscilação das ações da empresa no mercado financeiro. Questionada, durante entrevista coletiva, sobre como via a forte queda das ações registrada hoje na Bolsa de Valores de São Paulo, em um dia em que a empresa estaria se fortalecendo com a divulgação do marco regulatório da exploração de petróleo da camada pré-sal, a ministra avaliou que as flutuações são normais. "É complicado olhar uma empresa pela ótica de suas variações de mercado", disse. A Petrobras, segundo a ministra, vem demonstrando capacidade de manter sua lucratividade e nível de investimento mesmo durante uma crise financeira internacional.

CÉLIA FROUFE E KELLY LIMA, Agencia Estado

31 de agosto de 2009 | 19h06

"Ampliamos em US$ 60 bilhões a previsão de investimento da companhia mesmo com a crise", afirmou, referindo-se ao programa de investimentos para os próximos cinco anos, de US$ 174 bilhões. Dilma comentou também, durante a entrevista coletiva, sua emoção durante a apresentação do marco regulatório. "Não cheguei a chorar, não. Me contive", comentou. O que a levou a se emocionar, segundo a ministra, foi a apresentação que reuniu o trabalho sistemático de aproximadamente quinze pessoas. "São pessoas que trabalharam sábados e domingos. Por isso, pingou uma lágrima", admitiu.

Limitação de fornecedores

Dilma disse que há risco de o desenvolvimento do setor de petróleo no País ser limitado pela indústria fornecedora de equipamentos e serviços. "Muito se discute se a Petrobras teria condições de arcar com os investimentos, mas não acreditamos que o limite de investimentos se dê pela empresa, mas pela capacidade de fornecimento", comentou.

Segundo ela, para evitar que isso ocorra haverá um "misto" de aquisições entre tecnologia nacional e importada. "É bom ficar claro que ficou para trás a época em que se achava fantástico neste país se importar plataforma ou navios. Mas também teremos que estar de olho nas novas tecnologias que são desenvolvidas lá fora e que ainda não temos aqui. Não vamos fechar os olhos para isso", disse a ministra.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentou detalhes da capitalização da Petrobras durante a entrevista coletiva de Dilma e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. De acordo com ele, o governo e a Petrobras deverão fechar um contrato para início das operações com petróleo em até 12 meses após o valor do barril do óleo ser fixado por uma empresa independente. Além disso, segundo Barbosa, há também uma cláusula de reavaliação do preço das reservas que deve ser feita num prazo máximo de 24 meses após a fixação.

Segundo o secretário, a forma mais fácil de entender a capitalização é avaliá-la como se fosse duas operações distintas. Na primeira, a União cede à Petrobras o direito de explorar uma quantidade fixa de petróleo. "Mas esse petróleo tem um valor e é preciso determiná-lo para fazer a transferência". Para isso, o governo contratará uma certificadora independente, com o aval da Agência Nacional do Petróleo, para estimar esse valor de referência. "Para fazer a transação, a Petrobras aumentará seu capital no valor do equivalente aos 5 bilhões de barris ou até mais", disse Barbosa. Segundo ele, ainda que o limite de reavaliação seja de 24 meses, o objetivo do governo é fazer essa análise "o quanto antes".

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