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Dilma: investimento no pré-sal é fator anticrise no País

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que os investimentos no pré-sal configuram "um dos principais fatores anticrise no Brasil". Segundo ela, "a nossa decisão de manter os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do pré-sal é eminentemente anticíclica e, mais que isso, estamos possibilitando que o Brasil aproveite a oportunidade da crise para se sair melhor".Em entrevista ao chegar no evento que vai premiar a diretora de gás e energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, como a Equilibrista do Ano no prêmio do Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef), a ministra destacou os investimentos do pré-sal, a descoberta anunciada hoje pela Petrobras no Parque das Baleias, no Espírito Santo, como uma chance de a estatal aprimorar seus investimentos nesta nova fronteira geológica. "Em todos os seus novos desafios, a Petrobras demora mais no primeiro poço e depois acelera essas descobertas com um maior conhecimento da área. Isso não será diferente no pré-sal. Aquela região oferece essa oportunidade para redução de custos e desenvolvimento tecnológico, além de o óleo ser mais leve do que no resto da Bacia de Campos", afirmou.A ministra não quis comentar o andamento das discussões da comissão interministerial que debate o novo marco regulatório do petróleo no País. "O principal sinal já está dado, que é o de que os investimentos no pré-sal vão continuar", disse Dilma.CrisePara Dilma, "o pior da crise econômica já passou". "Atravessamos uma turbulência, mas a crise entrou numa nova fase", comentou. Segundo seu raciocínio, do ponto de vista do Brasil, o governo agiu na hora certa com medidas eficazes para impedir maiores efeitos. "Tomamos medidas tempestivamente e hoje somos um país com um menor déficit do que os Estados Unidos e do que os europeus", comentou.Para Dilma, a crise de crédito não deve afetar o setor de petróleo no Brasil, porque "temos os melhores projetos do mundo". "A maior quantidade de investimentos não é para furar os poços, mas sim para garantir que haja investimentos na indústria de equipamentos. Vemos que está tudo muito equilibrado e que (o investimento) poderá ser viabilizado via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)".A ministra ainda comentou que, em sua opinião, dentro de dois ou três anos "é impossível que não se tenha dinheiro ainda" para novos investimentos. "Entramos em um novo ciclo, que superou o festival de especulação. Entramos na crise, saímos dela e agora vem este período em que as coisas se reorganizam", disse. "É absolutamente imprescindível que este país invista não somente na indústria do petróleo, mas num modelo que vise o crescimento industrial", disse a ministra.

KELLY LIMA, Agencia Estado

21 de novembro de 2008 | 16h45

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