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Dilma mostra-se otimista com a economia do país

Ministra diz que "pior já passou" e que Brasil será um dos primeiros países a sair da crise

Zuleide de Barros / Especial O Estado,

08 de agosto de 2009 | 16h46

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reafirmou nesta última sexta-feira, 7, seu otimismo em relação ao futuro da economia do País. Ela disse que "o pior já passou" e que o Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e que, com certeza, será um dos primeiros a sair, tendo em vista o compromisso do governo Lula, de não estimular o pânico, como aconteceu com muitos países de economia desenvolvida.

 

Bem humorada, a ministra chegou por volta das 11 horas de sexta-feira ao Guarujá e nem parecia ter vindo de uma sessão de radioterapia na capital, onde faz tratamento para recuperação de um câncer linfático. Revelou que faltam apenas cinco sessões para terminar uma parte do tratamento e que, vem sentindo-se muito bem, apenas com alguma sonolência, típica de adolescente.

 

Mostrando-se extremamente simpática, Dilma falou durante 50 minutos sobre diversos assuntos, no Centro de Convenções do Hotel Jequitimar, durante a solenidade de comemoração dos 28 anos do SBT, em que os principais artistas da emissora e dezenas de anunciantes formavam a plateia. Ela foi recebido pelo presidente da empresa, o empresário Sílvio Santos, que estava acompanhado de familiares e de toda cúpula da emissora. Dilma sentou-se na bancada do apresentador Carlos Nascimento, em um cenário típico do programa SBT Repórter, e portou-se como a principal entrevistada do evento.

 

De acordo com a ministra, "a crise econômica enfrentada por vários países do mundo serviu como um teste, uma oportunidade para que pudéssemos sair melhor e mais fortes, graças à postura firme do presidente Lula", afirmou, lembrando que no início da mesma, o Brasil contava com 207 bilhões de dólares em reservas acumuladas e que, hoje, apresenta cerca de U$ 210 bilhões, com o aumento do consumo interno.

 

Dilma não se negou a falar em política. Lamentou o fato de a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, poder a se candidatar à presidência, por intermédio do Partido Verde. "A gente respeita a opção das pessoas, porque vivemos em um mundo civilizado, mas por mim, ela permaneceria no Partido dos Trabalhadores", avaliou. A ministra também comentou a crise no Senado.

 

"Acredito que a crise do Senado tenha uma dinâmica própria, não tendo muito a ver com o momento político que antecede as eleições", completou, ressaltando que o Governo gostaria que o problema fosse superado, "até porque trata-se de um outro poder, razão pela qual temos que ter uma certa cautela"

 

Indagada sobre se o anúncio de mais uma etapa do PAC não soaria como "uma campanha eleitoral prévia a seu favor", Dilma negou, fazendo uma ampla defesa do programa . A preocupação do presidente Lula - disse - é muito mais do que justa, porque quando nós chegamos não havia nem um projeto já estruturado. " PAC não é uma lista de obras pura e simplesmente, porque ele toca questões fundamentais para que o País cresça, como por exemplo, uma infraestrutura adequada de estradas", assinalou, destacando que, caso contrário os produtos não poderão escoar. Dilma defendeu investimentos em ferrovias, como modal estratégico para o desenvolvimento do Brasil.

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