Dilma não cometeu nenhuma ilegalidade, diz Tarso Genro

'O que houve foi um esforço do governo para solucionar um problema', afirma ministro sobre Varig

Carolina Freitas, da Agência Estado,

12 de junho de 2008 | 14h59

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira, que o depoimento da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, no Senado, deixou clara a falta de indícios de irregularidade na compra da Varig, que envolveriam a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Da síntese do depoimento, tirando comentários apaixonados ou com ressentimentos, mostrou-se que o que houve foi um esforço do governo para solucionar um problema (a venda da companhia aérea)", disse o ministro. Veja também:Só Freud explica tudo aquilo, diz Lula sobre Denise AbreuTurbulências da Varig   "O governo não cometeu nenhuma ilegalidade e a ministra Dilma não sofreu nenhuma acusação de ter interferido diretamente no negócio." Para Tarso, a ministra "operou uma solução legal, política e constitucional" para a questão e conversou com conselheiros. "Uma Casa Civil que não conversa com integrantes de uma agência do governo é incompetente", disse. Denise depôs na quarta aos parlamentares da Comissão de Infra-Estrutura do Senado sobre denúncias de que Dilma teria favorecido o fundo americano Matlin Patterson na venda da Varig, feitas ao Estado na semana passada. No depoimento, a ex-diretora da Anac negou que tenha recebido ordens expressas de Dilma para agilizar o processo de venda da companhia, mas disse ter sofrido pressões do governo. Tarso falou sobre o caso em entrevista depois de participar de um painel sobre segurança na internet, no Ciab 2008, congresso de tecnologia e setor bancário, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.

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