Dilma não fala em reajuste agora, mas não descarta aumento

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, garantiu hoje que não há nem no governo, nem na Petrobras, avaliação de que é necessário reajustar os preços dos combustíveis, em decorrência dos últimos aumentos do preço do petróleo no mercado internacional. Mas esclareceu que se houver uma consolidação de preços em um novo patamar, os preços internos se ajustarão a ele."Não há dentro do governo e da Petrobras nenhuma evidência de que seja necessário fazer esse realinhamento, ainda", afirmou. Dilma disse que não existe nenhum analista do setor ou veículo da imprensa internacional que considere o atual patamar de preços definitivo.A ministra observou, por exemplo, que os poços da Arábia Saudita não estão sofrendo ameaça, a situação política na Venezuela e na Nigéria está se estabilizando e as reservas russas são maiores do que as registradas. Os problemas existentes, segundo a ministra, são relacionados à empresa russa Yukos e à especulação dos investidores.A ministra lembrou que o Brasil não está mais exposto às oscilações de preços como estava no primeiro choque do petróleo. "Podemos perfeitamente não acompanhar movimentos especulativos", afirmou.

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