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Dilma não garante etanol mais barato

Para presidente, o que importa é consumidor poder escolher entre o álcool e a gasolina

TÂNIA MONTEIRO, RAFAEL MORAES MOURA , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2013 | 02h04

Mesmo com o governo anunciando ontem o fim da cobrança do PIS/Cofins sobre o etanol, presidente Dilma Rousseff evitou prometer qualquer tipo de redução no preço do combustível para o consumidor.

"Eu não creio que seja uma decisão que eu possa tomar aqui. Eu chego e digo aqui para vocês: 'Olha, o preço vai ser assim ou assado'. Tem de ver como está o mercado, eu não tenho como adiantar para vocês", afirmou a presidente, em entrevista, no Planalto, ao ser questionada se o preço na bomba ia ser reduzido com o fim do imposto.

Dilma defendeu o programa do álcool, destacando que a ideia "é sempre reforçar o etanol", ao anunciar que o governo vai aumentar o porcentual de álcool anidro na gasolina, passando de 20% para 25%. Ela justificou o aumento lembrando que a produção de etanol cresceu. E acrescentou que "esse é um mecanismo muito tranquilo de regulação". Segundo ela, "quando aumenta a produção, você consome mais".

De acordo com Dilma, o que importa é o consumidor ter a opção de encher o tanque com gasolina ou etanol. Diante da insistência dos jornalistas se haveria redução na bomba, a presidente respondeu: "Às vezes o preço compensa e às vezes não compensa. O fato de ser flexível é que justifica, hoje, nós termos dado um passo na direção da estabilidade desse setor."

Flex. A presidente lembrou que nos anos 80 se usava mais o carro a álcool, mas eles não funcionavam a gasolina. Hoje, prosseguiu, por meio de uma tecnologia, que é o uso do carro flex fuel, a pessoa escolhe o que quer, e pode botar no seu veículo o quanto quiser de cada um dos combustíveis.

"É isso que faz a diferença. Por isso que o Brasil tem hoje a possibilidade de ter, e eu acredito que teremos cada vez mais, um setor de etanol que vai ter dupla função: produzir para o mercado doméstico, mas tem todas as condições, também, de exportar para o mercado internacional." Ao defender o etanol, a presidente citou a produtividade agrícola.

"Quando se trata de cana-de-açúcar que vai virar etanol, ela é extremamente elevada se comparada com outras fontes. E também as nossas usinas, nós temos usinas modernas que são extremamente eficientes. Então, esse setor é um setor que veio para ficar e que nós sempre temos de, volta e meia, revisitar para ver o que pode ser feito para dar suporte para os nossos produtores", comentou.

Inflação. Na entrevista, concedida após a presidente inaugurar a exposição de Carlinhos Brown, no Palácio do Planalto, Dilma não quis responder se os juros continuariam subindo, depois da elevação de 0,25 ponto porcentual.

"O Brasil não negocia com a inflação, não flerta com a inflação, nós temos um histórico de combate à inflação e de controle da inflação", disse. "Eu não vou falar sobre coisas que eu não quero ver distorcidas. O que estou dizendo é isso: o Brasil não flerta com a inflação, nem querendo."

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