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Dilma: não tem cabimento escoar a safra pelo Sudeste

A presidente Dilma Rousseff realizou nesta sexta-feira, 25, uma crítica ao atual modelo de escoamento de safra do País e afirmou que os polos de produção agrícola do Brasil precisam de um sistema de transporte que "proporcione menor custo e mais rapidez para o embarque das safras" para exportação. De acordo com Dilma, o Centro-Oeste e o Norte são as regiões que, nas últimas décadas, têm se tornado os principais polos de produção agrícola.

Beatriz Bulla e Carla Araújo, Agência Estado

25 de abril de 2014 | 14h08

"Agora é a hora do Centro-Oeste e do Norte, porque o Sul e o Sudeste têm desenvolvido sua infraestrutura", disse a presidente, durante cerimônia de inauguração do Complexo Portuário de Miritituba-Barcarena, no Pará, construído pela Bunge. Dilma explicou que hoje a safra produzida no Centro-Oeste e no Norte - acima do que chamou de paralelo 16 - ainda é escoada pelo Sul e Sudeste do País. "Precisamos que coincida a produção acima do paralelo 16 com a logística acima do paralelo 16. É uma imposição não só física, mas da lógica econômica", afirmou.

A presidente afirmou ainda que os projetos ferroviários também são essenciais para o País, que não investiu em tecnologia "no século passado e no início deste" e "agora tem de fazer um esforço gigantesco para superar um dos grandes gargalos". Ela citou ainda que, para o aumento da produtividade, da competitividade e do saldo comercial, as obras hidroviárias serão determinantes. De acordo com Dilma, descongestionar portos do Sul e do Sudeste possibilitará que a economia brasileira tenha maior eficiência e maior integração.

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