Dilma não vai a Davos e frustra expectativas

O Fórum Econômico Mundial vai questionar a conveniência de o Brasil manter as mesmas políticas dos últimos oito anos para enfrentar o que prometem ser novas realidades. Mas, apesar das expectativas dos organizadores do evento, o governo de Dilma Rousseff vai enviar apenas três representantes ao encontro que ainda terá como um de seus pilares um assunto central na política econômica do Brasil: a guerra das moedas.

AE, Agencia Estado

20 de janeiro de 2011 | 09h17

Na semana que vem, entre os dias 26 e 30, o fórum abre suas portas na estação de esqui de Davos. Com uma presença recorde de líderes mundiais, o evento tentará ser uma base para debates sobre como completar a reforma do sistema financeiro internacional. Contará com a presença do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do presidente do BC brasileiro, Alexandre Tombini, um dos poucos brasileiros presentes ao encontro.

"Não há dúvidas de que o centro do debate será a questão das moedas e como ela irá impactar cada uma das realidades nacionais em 2011. Esse será o centro das discussões, pois resume muito do que o fórum se propõe a fazer este ano", afirmou o diretor-gerente do fórum de Davos, Lee Howell.

Sob o título Normas Compartilhadas para uma Nova Realidade, Davos espera ser a plataforma para a discussão de uma reforma mundial que dê mais equilíbrio à economia. "A maior preocupação é a estabilidade, e não é tanto em relação à valorização de uma moeda ou outra. Afinal, o que descobrimos é que ninguém tem mãos limpas para acusar os demais. O que mais preocupa empresários é a volatilidade das moedas e isso é o que queremos debater", afirmou Howell. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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