Dilma nega efeito da crise no PAC e diz que obras darão 'salto'

Após apresentar balanço do programa, ministra ressalta que PAC combina investimentos privados e públicos

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

30 Outubro 2008 | 14h53

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a afirmar nesta quinta-feira, 30, que a crise financeira internacional não atingirá o cronograma das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Não identificamos nenhuma obra que, por conta dos problemas de restrição de crédito internacional, sofra conseqüências", declarou a ministra, ao encerrar a apresentação do quinto balanço do PAC.   Veja também: Especial: Balanço do PAC Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Ela afirmou que, em novembro, as obras darão "um salto". "Não estamos esperando depressão ou recessão, mas uma desaceleração, e é sempre importante ressaltar que as obras do PAC combinam investimento privado com investimento público", afirmou Dilma.   A uma pergunta sobre risco de redução na arrecadação federal de impostos e contribuições, a ministra respondeu que o governo não prevê esse problema para os próximos meses. "Uma das características desta crise é que o governo brasileiro não quebrou como no passado", disse.   A ministra ressaltou que o governo aumentou a execução orçamentária em relação às obras do PAC e que redução de investimentos em setores como o de rodovias foram "pontuais", por problemas como greves de funcionários públicos e chuvas em algumas áreas. Dilma negou que a crise, surgida no início de setembro, tenha surtido efeito nos canteiros do PAC.

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