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Dilma nunca deu ordens expressas, mas fez pressão, diz Denise

Segundo ela, ministra contestou de forma incisiva sobre as exigências feitas sobre capital estrangeiro

Fabio Graner e Isabel Sobral, da Agência Estado,

11 de junho de 2008 | 14h39

A ex-diretora da Anac Denise Abreu afirmou nesta quarta-feira, 11, que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nunca deu ordens expressas para que ela agisse de determinadas formas em qualquer caso envolvendo o setor aéreo. Mas ela ressaltou que Dilma a contestou de forma incisiva sobre as exigências feitas para a comprovação do capital estrangeiro na Volo, à época da negociação para a compra da VarigLog. Veja também:Para Virgílio, venda da Varig pode levar a nova CPISenadores batem boca sobre 'perdão' da dívida da VarigDenise diz que dossiê pretendia pressioná-la psicologicamenteDenise destaca rapidez incomum na certificação da nova Varig 'Governo arquitetou a saída dos diretores da Anac', diz DeniseTurbulências da Varig   "Os senadores me perguntam: alguém te disse diretamente faça isso ou aquilo para aprovar tal caso? De maneira nenhuma. A ministra Dilma nunca me mandou fazer nada. Eu fui fortemente questionada do porquê estava expedindo ofício para investigação sobre o capital estrangeiro", afirmou durante depoimento na Comissão de infra-estrutura do Senado, sobre as denúncias feitas ao Estado (leia aqui). Durante a audiência pública, Denise também fez duras críticas ao artigo da lei de recuperação de empresas que permite a recuperação judicial de concessionárias de serviços públicos. Segundo ele, este artigo é inconstitucional. "Nunca vi falar em recuperação de concessionária de serviços públicos. Se uma empresa concessionária de serviços públicos não cumpre suas obrigações, sua concessão tem que ser cassada", afirmou. Denise destacou que havia um parecer quando ela trabalhava na Casa Civil contrário a esse artigo e que ela assinava em concordância. Segundo a ex-diretora da Anac, o artigo só permite a recuperação judicial de empresas aéreas.  Ela disse que, quando trabalhava na Casa Civil, tratou do tema em reunião na Granja do Torno com o presidente Lula e o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mas, um dia depois, em uma outra reunião, desta vez no Palácio do Planalto, o governo decidiu aceitar este artigo apesar do parecer contrário da subsecretaria de assuntos jurídicos da Casa Civil.

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