Dilma prevê inflação quase zero em julho

A presidente também avaliou a possibilidade de os EUA diminuírem a injeção de dólares nos mercados e falou sobre corte de gastos e expansão do investimento

Laís Alegretti, Eduardo Cucolo e Rafael Moraes Moura, da Agência Estado,

17 de julho de 2013 | 13h32

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que o IPCA de julho deve ser menor que o da medição anterior e muito próximo de zero. E foi além: prometeu que Brasil fechará o ano com a inflação dentro da meta.

"A inflação no Brasil vem caindo de maneira consistente nos últimos meses", disse. "O IPCA de maio foi menor que o de abril; o de junho, menor que o de maio."

Dilma afirmou que a inflação tem caráter sazonal e que o País vive a fase baixa da alta de preços. Avaliou que houve choque de oferta no segundo semestre do ano passado e que esse processo repercutiu neste ano.

Aperto monetário nos EUA. Dilma disse que são poucos os países com a quantidade de reservas internacionais semelhante à do Brasil. Portanto, em sua avaliação, há capacidade de enfrentar um aventual momento de ajuste da política monetária americana.

Os Estados Unidos tem injetado na economia US$ 85 bilhões mensais, na tentativa de reativar sua atividade econômica. Com a melhora em seus dados internos, existe a possibilidade de o plano ser suspenso. Isso fará com que os dólares abundantes que entram no Brasil - e em outros países com juros altos -, em busca de alta rentabilidade, deixem de chegar.

Dilma, embora não tenha explicado como, não acredita que isso venha a acontecer. "O Brasil tem uma situação diferenciada", afirmou.

Investimento. Sobre planos de expandir dispêndios com infraestrutura, a presidente falou da redução de juros. Disse que o Brasil vive hoje uma panorama de corte de custos.

"A importância que atribuímos à redução da carga tributária e dos encargos, especialmente no que se refere à folha de pagamento e também no que se refere à redução dos juros, as mudança na situação da competitividade do Brasil através de vários programas, têm assegurado que o País transite para uma outra situação, de maior competitividade", disse.

O Brasil tem atualmente um volume de investimentos em capital fixo equivalente a 17% do PIB. Em 2010, era de 20%.

O pacto proposto pelo governo federal após as manifestações que tomaram o País no último mês foram apontados por ela como garantia contra o populismo fiscal.

"Estabelece com clareza que só podemos gastar aquilo que temos para gastar, aquilo que não compromete o equilíbrio fiscal e o controle da inflação", afirmou.

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