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Dilma quer 'novas formulações' para superar crise

Presidente defendeu a troca de 'teorias defasadas' para enfrentar os desafios do cenário econômico mundial

TÂNIA MONTEIRO, ENVIADA ESPECIAL, PRETORIA, ÁFRICA DO SUL, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2011 | 03h08

A presidente Dilma Rousseff defendeu ontem a troca de "teorias defasadas" por "novas formulações" para enfrentar os desafios do cenário econômico mundial e alertou para a necessidade da adoção imediata de medidas para sustar o agravamento da crise financeira, em especial na zona do euro.

"Estou certa de que o desafio apresentado pela crise impõe a substituição de teorias defasadas de um mundo velho por novas formulações para este mundo novo que agora vivemos", afirmou a presidente após participar da reunião de cúpula do grupo Ibas, que reúne Índia, Brasil e África do Sul.

No entender da presidente, a "mera" adoção de políticas recessivas não contribui para solucionar os problemas econômicos atuais. "É indispensável, sim, uma ação dos governos para estimular o crescimento econômico, juntamente com políticas sociais de geração de renda e emprego." A tese defendida ontem é a mesma apresentada por Dilma durante a Assembleia-geral das Nações Unidas no mês passado, em Nova York.

Voz. Dilma fez questão de frisar que o Ibas tem contribuído para ampliar a "voz" dos países em desenvolvimento nos fóruns multilaterais. Além disso, a presidente acredita que o grupo ajudou a reforçar a capacidade de seus integrantes de responder de "modo eficaz" aos problemas que têm surgido por conta do cenário conturbado em que vivem as economias mais desenvolvidas.

Para a presidente, a crise financeira acabou expondo a "fragilidade da governança econômica global" e as dificuldades que as lideranças políticas dos países que estão no centro da turbulência têm enfrentado.

"Como vivemos num mundo globalizado e sofremos as consequências das turbulências do mundo desenvolvido, temos também o direito e o dever de participar da busca de soluções para essa situação de crise", afirmou.

Para que a crise europeia não se alastre e afete a economia global como um todo, Dilma afirmou ser necessário um "acordo credível" entre os países do continente. "É prioritário solucionar o problema da dívida soberana e reverter o quadro recessivo global", disse. Nesse contexto, a presidente classificou como "inadiável" a regulamentação do sistema financeiro e como "fundamental" o fim da adoção de políticas monetárias que provocam "guerra cambial" e estimulam o protecionismo.

Segundo Dilma, os representantes do Ibas precisam levar para a próxima reunião de cúpula do G-20 (grupo das maiores economias mundiais), em novembro, uma "forte mensagem de coesão política e de coordenação macroeconômica".

"Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou de paradigmas vazios de preocupação social, em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos", disse a presidente.

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