Dilma quer plano de ação das empresas para a banda larga

Ministro Paulo Bernardo diz ter levado 'bronca' por admitir possibilidade de subsidiar as operadoras pelo serviço

Karla Mendes / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2011 | 00h00

Além de ser irreversível a decisão do governo de exigir das operadoras de telefonia uma oferta de banda larga com velocidade mínima de 1 megabit por segundo a R$ 35 (com impostos e R$ 29,80 sem impostos), a presidente Dilma Rousseff quer que as empresas apresentem um plano de ação para elevar a velocidade do serviço até 2014. A informação foi dada ontem pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, depois de uma reunião com a presidente.

"Precisamos oferecer ao consumidor brasileiro a melhor internet que temos condição hoje", ressaltou Bernardo. Para isso, a presidente quer a atuação das empresas em duas frentes: uma focada nos movimentos de popularização do serviço e outra nos investimentos de infraestrutura para suportar o aumento da velocidade.

Sobre a possibilidade de se fazer um acerto de contas para cobrir possíveis déficits das empresas na implantação do serviço, o ministro disse que levou "uma bronca" da presidente, que quer que o ministério endureça as negociações com as empresas. "Não está ok. Ela me deu uma bronca danada. Temos que aprimorar os termos da negociação", declarou, referindo-se ao anúncio feito por ele na semana passada de que o governo poderia fazer um "encontro de compras" caso as empresas comprovassem que a oferta de banda larga de 1 mega a R$ 35 é deficitária.

A presidente quer que as empresas aumentem para 1 mega a velocidade da oferta de internet para o Plano Nacional de Banda Larga. Até então, a velocidade máxima proposta pelas empresas foi de 600 Kbps.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.