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Dilma rebate críticas a megaleilão

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, rebateu as críticas que consideraram os preços do megaleilão um desestímulo a novos investimentos e alertou para o fato de que os preços foram crescentes para cada ano. "O maior indicador deste leilão são os preços crescentes", disse a ministra. Segundo ela, esse é um indicador de que o leilão de energia para a entrega em 2008 e 2009, que será feito no início de 2005, deverá ter preços tendentes ao custo marginal de expansão. Esse custo é calculado por diversos analistas entre R$ 95 e R$ 107 o megawatt/hora. "Quanto mais distante de 2005, mais elevado o preço da energia", destacou.Ela disse que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fez um estudo preliminar que apontou a possibilidade de redução média de 5% no preço da energia ao consumidor em 2005 nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nos anos seguintes, esse ganho desaparecerá em virtude do crescimento contínuo do preço da energia.Os baixos preços da energia no megaleilão também surpreenderam a ministra. "Eu não esperava tarifa de R$ 57, eu esperava maior", disse a ministra, sem informar qual era sua projeção de preço. Ela considerou, no entanto, normal essa redução, como conseqüência da disputa entre as empresas e da sobra de energia, verificada desde o racionamento, em 2001. "Leilão é leilão, cada um fez uma estratégia de custo e tomou uma posição", comentou.Problemas na CespEla disse que não se pode culpar o megaleilão de energia pelos graves problemas enfrentados pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Segundo Dilma, a empresa enfrenta um sério endividamento que exigirá outras soluções. "Esse nível de endividamento, não há como cobrir com a tarifa, pois ela seria astronômica", disse a ministra. Segundo ela, há problemas no setor elétrico que não serão resolvidos nunca com tarifa, e esse é um deles.

Agencia Estado,

08 de dezembro de 2004 | 18h25

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