Dilma reforça importância da estabilidade fiscal

Presidente foi a São Bernardo do Campo anunciar R$ 2,1 bilhões em investimentos do governo federal para obras no ABC paulista, com destaque para mobilidade

Gustavo Porto, Agência Estado

19 de agosto de 2013 | 15h21

SÃO BERNARDO DO CAMPO - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 19, em entrevista à rádios do ABC paulista, que a estabilidade fiscal é a condição fundamental para os outros pactos, já que é preciso manter a estabilidade financeira. "Inflação está sob controle e fechará na meta este ano e só podemos gastar o que temos para manter estabilidade econômica e monetária", disse a presidente.

Dilma lembrou que pesquisas feitas após as manifestações apontaram que 85% dos brasileiros querem a reforma política, e 84% que fosse para 2014.

A presidente anunciou R$ 2,1 bilhões em investimentos do governo federal para obras no ABC paulista. Do total, R$ 793 milhões são para mobilidade urbana, R$ 644 milhões para a construção de 8,5 mil unidades do Minha Casa Minha Vida, R$ 542 milhões para obras de infraestrutura e outros R$ 104 milhões para a contenção de encostas. A presidente entregou ainda de 100 retroescavadeiras para cidades paulistas dentro do PAC 2.

Além das obras anunciadas hoje a presidente afirmou também que o governo vai contribuir com 70% dos recursos para o Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo, que amanhã comemora 460 anos.

Indagada sobre os impasses em projetos que mudam as leis trabalhistas avaliados pelo Congresso, a presidente afirmou que há "posição bem forte pró-terceirização dentro do Congresso", se referindo à pauta que pretende ampliar a terceirização, e admitiu que "o governo não pode definir o que o Congresso aprova ou não".

Ela afirmou que há uma mesa de negociação entre entidades sindicais, patronais e governo para buscar o consenso possível e ratificou que o "governo não concorda com qualquer processo e não vamos patrocinar qualquer processo que retire direitos dos trabalhadores".

Dilma citou como exemplo do impasse o fim da multa dos 10% do FGTS em caso de demissões, recursos que são destinados a programas habitacionais, aprovado no Congresso e vetado por ela.

"Não haverá por iniciativa do governo federal redução do direito dos trabalhadores. Os 10% não fomos nós que colocamos. Não podemos reduzir interesses dos trabalhadores e precarizar relações de trabalho", disse.

"Discutimos propostas que não afetem a sustentabilidade da previdência e direitos de novos trabalhadores", concluiu Dilma, lembrando ainda a importância política de São Bernardo do Campo, berço político do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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