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Dilma Rousseff rechaça ameaça de Chávez sobre Mercosul

´Ninguém estabelece prazo para nós e nem nós estabelecemos prazo´

Agencia Estado

04 de julho de 2007 | 17h17

O Brasil não vai obedecer prazos definidos pelo governo venezuelano para que ratifique a adesão da Venezuela ao Mercosul. Depois de ouvir as ameaças e críticas de Hugo Chávez, a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, disse: "Ninguém vai estabelecer prazo para país nenhum. Nem nós. Ninguém estabelece prazo para nós e nem nós estabelecemos prazo para ninguém". Nesta terça-feira, 3, em discurso pela TV, Chávez afirmou que, se nos próximos três meses o Congresso do Brasil não ratificar o processo de adesão de seu país ao Mercosul, preparará "a solicitação de retirada" do bloco.Ao chegar em Fortaleza onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas áreas de saneamento e urbanização no Ceará, Dilma afirmou que a relação do Brasil com os países da América Latina não tem prazo. "Essa relação será sempre necessária porque participamos do mesmo continente. Somos vizinhos e essa relação de vizinhança não é relação de escolha".Dilma Rousseff disse que interessa ao Brasil o relacionamento com a Venezuela do ponto de vista de integração energética, de acesso às riquezas energéticas e de parceria de estrutura e desenvolvimento da região. "Portanto, não se trata de estabelecer prazos. Ninguém vai estabelecer prazo para país nenhum", reiterou.A ministra afirmou ainda que o Brasil tem tido uma atitude madura e de responsabilidade nas relações coma América Latina. Ela lembrou que o Brasil tem papel estratégico na América Latina e que é interesse do Brasil manter integração econômica, geopolítica, social e cultura na região.Lembrando que cada país tem sua característica, Dilma defendeu uma convivência civilizada com respeito às diversidades. "Qualquer iniciativa nossa é sempre do interesse para a construir um acordo. Obviamente, o Brasil tem desenvolvido essa política de acordo com a sua compreensão, dentro do critério de soberania", disse.

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