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Dilma vai à Colômbia tentar acelerar acordos comerciais

Expectativa da comitiva brasileira é que seja anunciada a antecipação do livre-comércio entre os dois países

Adriano Ceolin e Tania Monteiro, O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2015 | 02h05

Após enfrentar uma semana complicada em Brasília, a presidente Dilma Rousseff estará hoje na Colômbia para uma visita de Estado com finalidades políticas e, sobretudo, comerciais. Há uma expectativa da comitiva brasileira de que seja anunciada a antecipação do prazo para a entrada do livre-comércio entre os dois países. Pelo acordo em vigor, o livre-comércio está previsto para 2018.

A retração econômica obriga o Brasil a ir atrás de mercado externo e os colombianos são um alvo a ser explorado. Desde que o PT chegou ao Palácio do Planalto, em 2002, o governo brasileiro priorizou o relacionamento com a Venezuela em detrimento da Colômbia. Havia motivos ideológicos e econômicos para isso. Mas a situação mudou desde então.

A Colômbia já é a terceira maior economia da América do Sul. Além disso, é a segunda da região que projeta mais importações - atrás apenas da Bolívia. Apesar das potencialidades do vizinho, o Brasil viu cair suas exportações para a Colômbia nos últimos dez anos. Hoje, a participação das empresas brasileiras no mercado colombiano é de apenas 3,7%.

Um dos objetivos da visita de Dilma é acelerar acordos comerciais firmados há cerca de uma década. Entre eles, o Acordo Complementação Econômica de número 59, cuja finalidade é reduzir as tarifas de comércio entre os países.

Segundo dados da CNI, 94% dos produtos colombianos importados pelo Brasil têm tarifa zero. Já os brasileiros são só 61%. "Acelerar esse prazo de desgravação (tributária) é de suma importância", disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

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