Dilma vai atacar tese alemã de austeridade fiscal

Presidente defende a necessidade de distribuição de renda com estímulo ao crescimento para evitar a recessão

TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h07

A presidente Dilma Rousseff desembarcou ontem em Los Cabos, no México, para participar da reunião do G-20, hoje e amanhã, preocupada com os destinos da zona do euro, a exemplo de todos os demais chefes de Estado. Nas suas intervenções, Dilma vai insistir na tese de que a receita da chanceler alemã, Angela Merkel, de contenção de gastos, na verdade é boa só para ela.

Prova disso, na avaliação da presidente, é o resultado do arrocho aplicado aos demais países da região, sem resultado e que tem levado as coisas a só piorarem nos últimos oito meses. A presidente defende a necessidade de se garantir investimentos para evitar a recessão que atinge vários países da Europa, como a Espanha, Portugal e Grécia e ameaça França e Itália. Os países, lembra a presidente, já começam a reagir à receita alemã.

Dilma entende que o estímulo ao consumo é uma saída, pois faz girar a economia. Para a presidente brasileira, o caminho da recuperação da economia mundial não passa pela contenção de despesas, mas sim pela distribuição de renda com estímulos ao crescimento.

A presidente também vai voltar a bater na tecla da necessidade de reformulação dos organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, assim como do próprio Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Na avaliação de Dilma, a ampliação do aporte de recursos ao FMI depende da reformulação do organismo. Ela tem pregado ainda que os próprios países emergentes têm de aumentar esta contribuição para que seja possível operar a salvação dos países europeus que estão em crise.

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