Diminuem pedidos de emissão de DRs

A maioria das companhias abertas brasileiras de grande porte já possui algum programa de Depositary Receipts (DRs), recibos através dos quais suas ações são negociadas em bolsas de valores do exterior. Segundo analistas, esse fato explica a redução do número de novos pedidos de entrada nesse mercado feitos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Levantamento junto à autarquia mostra que o número de emissões primárias caiu de seis em 1999, para quatro em 2000. Vale lembrar que os registros do ano passado se concentraram nos primeiros nove meses do período. Em 1998, 16 empresas registraram emissões no exterior. A diferença é grande porque aquele ano contou com o ingresso das 12 companhias cindidas da Telebrás. Analistas dizem que poucas empresas tem atratividade "O mercado brasileiro é relativamente concentrado, existem poucas companhias com porte e atratividade para realizar essa migração para outros centros de liquidez", observou o gerente de mercado de capitais do Santander, Marcelo Millen. "Para ter ADR na Bolsa de Nova York, uma companhia precisa ter porte, um valor de mercado mínimo", disse o gestor de renda variável da Sudameris Corretora, Eduardo Cavalheiro. Pesquisa realizada junto à Economática, empresa que analisa o mercado de ações, mostra que a quantidade de DRs negociada por essas companhias vem crescendo desde 1998. Naquele ano, o montante foi de 180.022 títulos entre janeiro e agosto. O total cresceu 545,23% no mesmo período de 1999, passando para 1,608 milhão de recibos nos primeiros oito meses deste ano. O aumento é de 38,5% em relação ao ano passado. O levantamento engloba os 29 DRs mais negociados, de um total de 74 companhias.

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