Diminui o ritmo de queda da produção de veículos

O comportamento do setor de veículos ainda é muito fraco, mas em outubro a queda da produção foi menos intensa e o número de licenciamentos subiu levemente em relação a setembro. Os piores resultados apareceram nas exportações, por causa da deterioração da economia argentina; no segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias, refletindo a queda dos investimentos das empresas; e nos estoques, que passaram de 405,2 mil unidades em setembro para 413,4 mil em outubro.

O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2014 | 02h03

A produção caiu de 300,8 mil veículos em setembro para 293,3 mil em outubro (-2,5%) e de 3,19 milhões para 2,68 milhões entre os períodos janeiro/outubro de 2013 e de 2014 - ou seja, menos 510 mil veículos (-16%). Nos últimos 12 meses, em relação aos 12 meses anteriores, o recuo foi de 570 mil unidades, de 3,77 milhões para 3,2 milhões (-15,1%). A evolução anual dá uma boa ideia da frustração do setor.

As exportações cederam de US$ 1,62 bilhão, em outubro de 2013, para US$ 0,93 bilhão, no mês passado, e foram de apenas US$ 9,85 bilhões, entre janeiro e outubro, com queda de 29,9% em relação ao mesmo período de 2013.

As vendas internas no atacado de máquinas agrícolas e rodoviárias caíram 8,6% no mês e 17% no ano. O destaque negativo ficou com retroescavadeiras (-40% no ano), colheitadeiras (-20,1%) e tratores de rodas (-14,8%).

Nos últimos 12 meses, foram cortadas 12.637 vagas nas montadoras, das quais 711 em outubro. Demissões mais expressivas foram registradas na área de máquinas.

Mas alguns indicadores menos ruins não devem ser desprezados. A queda dos licenciamentos (de 8,9%, entre os primeiros dez meses de 2013 e de 2014, e de 7,7%, nos últimos 12 meses, em relação aos 12 meses anteriores) foi bem menor do que a da produção. Outubro foi o melhor mês do ano para as vendas de veículos nacionais, com o licenciamento de 254,5 mil unidades, e o segundo melhor mês para as vendas totais de autoveículos novos, o que inclui os importados.

As perspectivas econômicas para 2015 mostram ser difícil uma recuperação rápida do setor. O consumo de bens duráveis de valor elevado depende da renda dos consumidores e da oferta de crédito a juros módicos. Um sinal de que os consumidores tentam se adaptar às agruras está no leve aumento, entre setembro e outubro, do peso das vendas de veículos com até mil cilindradas, que têm preços mais acessíveis.

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