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Dinamismo do Nordeste sustenta emprego

Mesmo com a crise, saldo líquido de postos formais de trabalho na região cresceu de 2008 para 2009

, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2011 | 00h00

A dificuldade enfrentada pelas empresas para encontrar mão de obra nas regiões mais distantes está estampada no saldo da geração líquida dos postos formais de trabalho.

Enquanto o saldo de postos formais de trabalho no País como um todo caiu mais de 30% de 2008 para 2009 por causa da crise, nas Regiões Norte e Nordeste houve crescimento de 40% e de 12% no mesmo período, respectivamente, segundo dados do Ministério do Trabalho, elaborados pela LCA Consultores.

Expurgado 2009, que foi o ano da crise, Fabio Romão, economista da LCA, observa que houve alta generalizada no País do saldo líquido de empregos formais de 2008 para 2010, mas as elevações mais expressivas ocorreram justamente no Norte e no Nordeste.

De 2008 para 2010, a Região Nordeste registrou alta de 87% no saldo líquido de empregos formais e na Região Norte esse número mais que triplicou. Enquanto isso, o Sudeste, a região mais dinâmica do País, teve aumento de 35% no saldo.

Também foi no Nordeste que o salário real médio de admissão teve a maior alta de 2009 para 2010, de 5,70%, e superou a média nacional no período, de 4,78%.

Além da valorização do salário mínimo, que é a base de renda da região, Romão aponta outros fatores que explicam a escassez de mão de obra. O Nordeste, por exemplo, diz ele, recebeu várias empresas, tanto do setor industrial como varejistas que foram em busca de mercado numa das regiões do País que mais crescem nos últimos tempos.

Já no Centro-Oeste a dinâmica é diferente. A alta de preço das commodities agrícolas impulsionou as empresas ligadas ao agronegócio.

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