Dinheiro falso: Região Sul é a mais atingida

A falsificação de moedas é um fenômeno novo, segundo chefe do departamento de Meio Circulante do Banco Central (BC), José dos Santos Barbosa. De acordo com um levantamento realizado pelo BC, as moedas mais falsificadas são de R$ 0,50 e de R$ 1,00. O principal foco de falsificação de moedas no Brasil é região Sul. Segundo o mapeamento do departamento de Meio Circulante do BC, nas cidades de Curitiba, no Paraná, e Porto Alegre, no Rio Grande Sul, estão as principais quadrilhas de falsificadores de moedas. De acordo com os dados do BC, em 2000 foram apreendidas pela instituição e pela Polícia Civil 284.418 moedas falsas em todo País. Desse total, 167.324 foram apreendidas em Porto Alegre e 59.755 em Curitiba.Polícia apreendeu 40 tipos diferentes de moedasO delegado-titular da 4ª Delegacia de Crimes contra o Patrimônio, Manoel Camassa, avisa que a Polícia já apreendeu em São Paulo mais de 40 tipos de moedas falsas. "São utilizados diversos tipos de materiais que vão desde o estanho, chumbo até as feitas de aço inox, cópias idênticas das originais", alerta.O chefe do departamento de Meio Circulante do Banco Central (BC) ressalta que uma característica básica da moeda de aço inox falsa é a borda menor que a da verdadeira. Isso porque quando a moeda é preparada pela Casa da Moeda, a máquina que cria a borda da moeda prensa os dois lados simultaneamente. Já os falsários prensam um lado da moeda de cada vez, proporcionado uma diferença na espessura e no tamanho da borda da moeda.Outros detalhes a serem observados na moeda, segundo o delegado Camassa, são o relevo dos desenhos, o brilho, a espessura e o peso da moeda. "Existem muitas falsificações rústicas. A moeda verdadeira não enferruja, não entorta, não descasca e praticamente não sofre arranhões", explica. Confira no link abaixo as medidas das moedas verdadeiras fabricadas pela Casa da Moeda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.