Diplomatas debatem temas da Cúpula do Mercosul

A dois dias da abertura oficial da Cúpula do Mercosul, diplomatas dos países da região reuniram-se nesta terça-feira, 16, no Rio para discutir os principais pontos que serão discutidos no evento, pelos ministros e Chefes de Estado. Num encontro preparatório, foram discutidos os cinco pontos prioritários da Cúpula: entrada da Bolívia no bloco, detalhamento do ingresso da Venezuela, maior participação dos menores países, negociações externas com blocos como o Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico e a operação de um fundo para infra-estrutura.Os temas foram tratados no Palácio do Itamaraty, no Centro, ao longo do dia. Na quarta, a reunião preparatória prossegue, até o fim da tarde. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os representantes dos países começaram a preparar documentos que serão assinados pelos presidentes e agilizaram o detalhamento dos assuntos.A chegada dos chefes de Estado sul-americanos ao Rio começa na noite de quarta, quando devem desembarcar na base aérea do Galeão os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez; do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos; e do Chile, Michele Bachelet, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente brasileiro deverá participar da reunião de prefeitos e governadores do Mercosul, que acontecerá também na quinta, pela primeira vez, com o objetivo de consolidar a integração regional. Nove governadores brasileiros, como a gaúcha Yeda Crusius (PSDB), participarão do encontro.O presidente da Bolívia, Evo Morales, deve chegar ao Rio na madrugada de quinta. Pouco depois, deverá desembarcar o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Até esta terça, o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, não tinha previsão de chegada.O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, será o último chefe de Estado a desembarcar no Rio. Interrompendo suas férias, ele chegará apenas na noite de quinta, após a primeira reunião com a presença dos chefes de Estado, marcada para as 15h. Os chefes de Estado da Guiana e do Suriname também confirmaram presença, enquanto o presidente do Peru, Alan García, já avisou que não poderá comparecer.Desde a tarde de segunda, militares fazem o reconhecimento de áreas que serão patrulhadas pelo Exército, como a Linha Vermelha e a Avenida Brasil, que ligam a base aérea do Galeão, na zona norte, ao Centro e à zona sul. Os chefes de Estado serão escoltados nos deslocamentos pela Polícia Militar do Rio e terão a proteção de agentes federais durante todo o tempo de permanência no Brasil. Eles contarão com escolta no trajeto entre a base aérea e a zona sul do Rio.Como o Hotel Copacabana Palace não foi totalmente fechado para o evento, cujas reuniões ocuparão dois salões no primeiro andar, nem todos os convidados ficarão hospedados no hotel. Alguns chefes de Estado, como o venezuelano Hugo Chávez, serão instalados no Hotel Sofitel, também em Copacabana.

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