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Dirceu afirma que infra-estrutura é ?obsessão? do governo

O ministro da Casa Civil, José Dirceu, disse hoje que os investimentos em infra-estrutura são o que há de mais importante para o governo neste momento. "O governo se concentrará nesta prioridade como se fosse uma obsessão.? Ele garantiu que o governo tem o controle da situação e faz um monitoramento 24 horas por dia das condições dos portos, rodovias e do setor elétrico e afirmou que a geração de eletricidade está garantida com as medidas que estão sendo adotadas pelo governo. "O País vai ter cinco mil megawatts de energia nos próximos anos." Dirceu reconheceu a gravidade da situação dos portos, que enfrentam "passivos trabalhistas, emaranhados jurídicos e incompetência". Mas destacou que a situação mais grave na infra-estrutura é a das ferrovias, principalmente pela forma como foi feita a privatização."As concessões são pagas ao governo e o governo tem que fazer os investimentos. É uma forma de não funcionar", criticou o ministro. Ele disse que o presidente Lula o encarregou de acompanhar os problemas de infra-estrutura e que estes passarão a ocupar a maior parte da agenda da Casa Civil. Dirceu disse que a sala de investimentos, que foi consolidada ontem por decreto presidencial, auxiliará na atração dos investimentos em infra-estrutura. A sala de investimentos tem por função facilitar os contatos dos investidores com os diversos órgãos de governo, que terão representantes em um mesmo espaço físico.Saneamento terá disputa políticaO ministro afirmou ainda que um problema sério que o País enfrentará é o do saneamento. Segundo ele, o problema maior não é o de recursos, mas sim a disputa entre Estados e municípios pela titularidade no setor. Segundo o ministro, é possível levantar mais de R$ 10 bilhões para investir no setor, sendo R$ 3 bilhões do poder público, R$ 4,9 bilhões do BNDES e da CEF e R$ 2,1 bilhões da iniciativa privada. Segundo Dirceu, a questão da titularidade terá que ser resolvida pelo Congresso Nacional. Ele disse que o governo deverá enviar o projeto sobre o setor ainda este ano e acrescentou que a tendência dos parlamentares é de manter a titularidade para os municípios.

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