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Dirceu ataca juros e diz que carga tributária é inaceitável

O ministro da Casa Civil, José Dirceu, voltou a falar de economia nesta sexta-feira, em palestra para empresários franceses, em um hotel de São Paulo. Classificou a atual carga tributária de "inaceitável", condenou a política de juros altos, que transfere o dinheiro da poupança para o pagamento da dívida, e considerou "correta" a decisão do governo de elevar a meta do superávit primário de 4,25% para 4,5%. Ele garantiu que o presidente Lula trabalhará para que o Congresso aprove a unificação do ICMS e a segunda fase da reforma tributária.O ministro disse que o governo está consciente dos problemas e vem adotando medidas para "melhorar a qualidade da carga" tributária. Entre as medidas, citou o programa Invista Já, anunciado quinta-feira. Para ele, outro desafio, "talvez o mais difícil deles", é financiar os investimentos. Para isso, ele pediu a ajuda dos empresários. "Vamos estimular as parcerias com o setor privado na área de saneamento." De acordo com ele, o Brasil necessita de investimentos anuais em infra-estrutura e cerca de R$ 10 bilhões.Dirceu citou que o Brasil é um País "com gravíssimos problemas sociais". E citou, como exemplo, os desafios do emprego e da educação. "Precisamos combater a pobreza e a miséria e o Brasil vem fazendo um grande esforço na área social."O ministro da Casa Civil afirmou ainda que o governo já tem preparado um programa de reestruturação da aviação civil. "Estamos só aguardando a autorização do presidente Lula". Ele garantiu "uma boa solução para a Varig, que não passa pelo dinheiro da viúva (Tesouro)." Ele não entrou em detalhes e disse apenas que haverá estímulo à participação do setor privado.

Agencia Estado,

24 de setembro de 2004 | 19h09

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