Dirceu descarta apoio à política econômica argentina

O ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi bastante cuidadoso durante a entrevista concedida hoje aos jornalistas brasileiros na Argentina. Dirceu descartou que as reuniões mantidas com o chefe de Gabinete do presidente Néstor Kirchner, Alberto Fernández, e com o ministro de Economia, Roberto Lavagna, tenha qualquer conotação de apoio à política econômica argentina e insistiu que o único apoio que ele dá é à política econômica do ministro da Fazenda do Brasil, Antônio Palocci."A política econômica que eu tenho que apoiar é a do ministro Palocci, é a política econômica brasileira. Não tenho porque apoiar a política do ministro Lavagna e do presidente Kirchner, mesmo porque eu sou ministro do governo do presidente Lula. Não posso opinar sobre a política interna argentina", insistiu Dirceu. Indagado sobre se o almoço que teve com Roberto Lavagna teria algum sentido além de uma visita de cortesia, como José Dirceu explicou, ele afirmou que "não", que tratou-se de um "sentido público". Dirceu ainda questionou: "por que não deveria visitar o ministro Lavagna?" E justificou que a "questão da economia do Brasil e da Argentina é importante para toda a América do Sul, já que representamos 70% do PIB da região ".José Dirceu disse ainda que "é importante fazer essa visita, evidentemente depois de conversar com o presidente Lula e com o chanceler Celso Amorim". O ministro José Dirceu encontra-se em Buenos Aires desde a última quinta-feira, onde veio passar alguns dias de descanso, segundo ele, junto com sua esposa. Dirceu fez questão de afirmar que os custos de sua viagem estão sendo pagos por ele mesmo.

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