Dirceu destaca que juro alto não compromete crescimento do País

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse hoje que o novo aumento da Selic, a taxa básica de juros da economia, promovido pelo Banco Central esta semana, o quinto consecutivo, não comprometerá o crescimento econômico do Brasil para este ano e o próximo. "Não acredito que o Brasil deixe de crescer em 2005 e 2006 por causa da política de juros", afirmou, em entrevista coletiva, após reunir-se com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).Para ele, não existe nenhuma razão estrutural para que os juros sejam mantidos em patamares elevados e, além disso, há a retomada de investimentos no País em setores, como os de Siderurgia, Papel e Celulose e Infra-estrutura."É preciso avaliar os efeitos de medidas como a aprovação das leis de Parcerias Público-Privadas (PPPs), a reforma do Judiciário, a nova legislação das agências reguladoras e a segunda etapa das reformas tributária e previdenciária, que vamos promover", argumentou. "Temos de olhar o crescimento além da política monetária", recomendou.Dessa maneira, o próprio ministro Dirceu deixou de lado sua postura de criticar os juros elevados, como aconteceu nos dois primeiros anos do governo Lula. "Sou ministro de Lula e apóio decisões tomadas", disse, em tom conciliador, referindo-se à decisão do Copom anunciada na quarta-feira. "O BC entendeu, conforme demonstram as atas, ser necessário aumentar os juros para conter os riscos de inflação", adicionou.

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