Dirceu discorda que crescimento em 2005 será menor

O ministro da Casa Civil, José Dirceu, discordou de que a economia crescerá menos em 2005 do que neste ano. Ao responder a questão, Dirceu, que estava ao lado do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que nem ele nem Furlan concordavam com as projeções que apontam um crescimento abaixo de 4% em 2005. "O país tem condições de crescer mais", afirmou, citando tanto as condições externas quanto internas como facilitadores do crescimento. Ao ser questionado sobre projeções do próprio governo sobre um crescimento em 2005 abaixo de 4%, Dirceu respondeu: "O ano tem 14 meses até o final do ano que vem". Investimentos A retomada dos investimentos de infra-estrutura, em especial da área logística (portos, aeroportos, ferrovias e rodovias), será uma das quatro prioridades do governo federal em 2005, ao lado das busca por desenvolvimento tecnológico, de esforços para a atração e viabilização de investimentos privados e de avanços do setor de Educação, principalmente no ensino técnico. Segundo ele, as conversas mantidas entre técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e os ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Guido Mantega (Planejamento, até a semana passada) para a retirada dos investimentos de infra-estrutura do cálculo do superávit primário, poderão garantir R$ 3 bilhões por ano para investimentos governamentais, dos quais R$ 2,5 bilhões ao ano, em 2005, 2006 e 2007, deverão ser direcionados à área logística. No balanço que fez sobre o setor de Logística de Transportes, Dirceu disse que o governo investirá R$ 400 milhões na expansão e modernização de 11 portos brasileiros, em 2005, além de ainda tentar obter outros R$ 400 milhões, dentro do Orçamento Geral da União do próximo ano para o mesmo fim. "Os portos são o pior pesadelo", desabafou. Dirceu comentou também que o governo investirá cerca de R$ 600 milhões, a partir do próximo ano, na ampliação de aeroportos, dando, desta maneira, continuidade a um programa de R$ 300 milhões iniciado esse ano. O ministro enfatizou ainda que, via Parcerias Público-Privadas (PPPs), o governo também espera expandir a malha ferroviária brasileira, com a construção da terceira linha para o Porto de Santos, além da retomada dos projetos da Ferrovia Transnordestina e da Ferrovia Norte-Sul.

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