Dirceu diz que política está acima da economia e critica FHC

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, endossou hoje as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feitas ontem no relançamento da Sudene, quando ele criticou a ?visão economicista? no planejamento estratégico do País. "É obvio que o presidente falou que as decisões políticas e os projetos de desenvolvimento nacional e as alianças políticas em uma sociedade é que dão rumo na sociedade para além dos problemas econômicos, que têm que ser levados em conta", afirmou. O ministro citou a construção de Brasília e a criação da Petrobrás para defender a sobreposição da política à economia. "JK teria construído Brasília se fizesse uma análise só econômica ou só orçamentária? O Brasil teria a Petrobras se fizesse uma análise só econômica?", afirmou. O ministro negou que o FMI esteja impondo a política econômica do governo, dizendo que "o País tem um rumo e um projeto de desenvolvimento". Segundo ele, "não se trata de FMI. Nós fizemos aquilo que é necessário". Segundo Dirceu, o superávit primário não ficou acima nem abaixo do exigido pelo FMI. "O superávit foi o necessário", afirmou. Em sua avaliação, se o País não tivesse feito um superávit de 4,25% do PIB e os juros não estivessem em 25,5% quando Lula tomou posse as reformas não estariam sendo discutidas. "O Brasil estaria com uma inflação de 2% a 4% ao mês, com risco Brasil em 2 mil a 3 mil pontos, com dólar de R$ 4 a R$ 5 e teria quebrado de novo, como quebrou três vezes no governo Fernando Henrique Cardoso", disse. Segundo ele, o Brasil só não quebrou porque tem credibilidade, tem moeda estável e inflação sob controle.

Agencia Estado,

29 Julho 2003 | 15h46

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